Doença renal em crescimento: Censo 2024 revela avanço da diálise e alerta para a saúde da população brasileira
A doença renal está em ascensão, espelhando a realidade do Brasil em termos numéricos, conforme informações do Censo de Diálise 2024.
Realizado pela Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) o censo, confirma uma tendência preocupante: o número de pacientes em diálise continua crescendo de forma acelerada. Atualmente, o Brasil tem 172.585 pessoas em terapia renal substitutiva, um aumento de quase 10% em relação a 2023.
Além dos números gerais, o levantamento traz dados importantes sobre modalidades de tratamento, causas da doença renal crônica (DRC), distribuição etária e desafios para o sistema de saúde.
Um dado em destaque chama a atenção: a faixa etária acima dos 65 anos é a que mais cresce entre os pacientes em diálise. Esse fenômeno é reflexo do envelhecimento populacional brasileiro e da alta incidência de doenças como hipertensão e diabetes, principais causas da DRC. Outro dado importante que o estudo apresenta é que 59% dos pacientes em diálise são do sexo masculino.
Neste artigo, iremos mostrar esses dados com um cenário atualizado sobre a DRC e sua importância dos rins para a saúde.
O impacto da doença renal para os brasileiros segundo o Censo de diálise 2024
A doença renal crônica (DRC) vai muito além de um problema clínico — ela é também um desafio social e econômico. Nesse sentido, o Censo de diálise 2024 mostra que:
- Quanto à qualidade de vida, milhares de pacientes precisam reorganizar sua rotina em função das sessões, que podem ultrapassar 12 horas por semana.
- Em relação à sobrecarga do SUS: quase 80% dos tratamentos são financiados pelo sistema público, concentrados principalmente em hemodiálise convencional.
- Por fim, no que diz respeito à desigualdade de acesso: modalidades mais avançadas, como a hemodiafiltração (HDF) e a diálise peritoneal (DP), são mais acessíveis a quem possui convênios privados, reforçando disparidades regionais e socioeconômicas.
Dessa forme esse crescimento expressivo no número de pacientes em diálise é preocupante, pois intensifica a demanda por infraestrutura, profissionais qualificados e insumos de alto valor, como dialisadores. Em consequência, o quadro mostra o desafio enfrentado pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para dar suporte às clínicas e hospitais especializados no atendimento ao paciente renal.
Saiba mais no artigo: Hemodiálise eficiente: 5 fatores que impactam o custo por sessão
Censo de Diálise 2024: avanços e desafios no tratamento renal
Apesar da redução da taxa de mortalidade em comparação com os anos da pandemia, o Brasil ainda apresenta índices superiores aos de países desenvolvidos. O Censo aponta que:
- Anemia, distúrbios minerais e sobrepeso seguem como complicações frequentes.
- Recursos humanos limitados: em média, cada nefrologista atende 25 pacientes — um desafio para garantir atendimento personalizado.
- Crescimento da obesidade e sobrepeso em pacientes em diálise exige estratégias de prevenção e acompanhamento nutricional mais efetivo.
A Atenção Primária à Saúde (APS) é vital nesse processo – não apenas para monitorar pacientes diagnosticados com DRC – mas especialmente para prevenir e controlar as comorbidades, como hipertensão e diabetes, característicos do público acima dos 40 anos, evitando assim que a doença avance.
Para se ter uma ideia da dimensão do problema, o Boletim Epidemiológico – Cenário da doença renal crônica no Brasil no período de 2010 a 2023 – mostra que “Cerca de 38 milhões de brasileiros têm hipertensão arterial sistêmica, e 12 milhões, diabetes mellitus”.
Então, o Censo Brasileiro de Diálise 2024 apresenta um alerta de que o envelhecimento e o cuidado com os rins devem andar de mãos dadas, para evitar que esses números continuem a aumentar.
Envelhecimento e saúde renal: o que o Censo revela
Outro aspecto central é a relação entre envelhecimento e doença renal. De fato, o Censo de diálise 2024 mostra que, ano após ano, o número de pacientes idosos em diálise aumenta.
A partir dos 60 anos, os rins sofrem alterações naturais, como a redução da taxa de filtração glomerular. Alé disso, quando somadas a fatores de risco (hipertensão, diabetes, obesidade, fumo e uso de medicamentos nefrotóxicos), aumentam o risco de DRC.
Portanto, o Censo de diálise 2024 não é apenas um retrato estatístico — ele é um alerta para todos nós. Na verdade, ele funciona como um alerta para todos nós, já que cada dado representa vidas reais, que dependem da atenção contínua do sistema de saúde e da sociedade.

Envelhecer e cuidar dos rins estão cada vez mais conectados
O envelhecimento é um processo contínuo, gradual, que começa já no final da idade adulta e se manifesta por alterações físicas, cognitivas e metabólicas progressivas.
Segundo especialistas, podemos dividir esse processo em fases bem definidas, que ajudam a compreender melhor como ocorrem os impactos sobre órgãos vitais — como os rins — conforme o passar dos anos.
Para entender melhor, dividimos esse processo em etapas:
- Pré-senescência (45 a 60 anos): é quando começam os primeiros sinais de declínio, como metabolismo mais lento, perda de força e pequenas alterações hormonais. Nessa fase, cuidar da pressão arterial, do peso e do controle do diabetes faz toda a diferença para proteger os rins no futuro.
- Senescência inicial ou meia-idade consolidada (60 a 75 anos): as mudanças tornam-se mais evidentes — redução da mobilidade, maior risco para doenças crônicas e desgaste progressivo dos órgãos. Aqui, os rins passam a sentir de forma mais clara os efeitos acumulados da hipertensão e do diabetes. O acompanhamento médico regular e exames de rotina são indispensáveis.
- Senescência tardia ou terceira idade (a partir dos 75 anos a 90 anos, ou dos 65 em alguns países): o organismo enfrenta fragilidade maior, com múltiplas comorbidades e risco elevado de complicações. É também a fase em que a função renal pode estar bastante comprometida, aumentando a necessidade de diálise e de suporte multiprofissional para garantir qualidade de vida.
- Longevidade a partir dos 90 anos: Chegar aos 90 anos ou mais é um marco de longevidade que se torna cada vez mais comum no Brasil. Nessa fase, o organismo apresenta uma reserva funcional bastante reduzida e os cuidados com os rins precisam ser ainda mais delicados. A longevidade extrema, no entanto, também é um reflexo positivo de avanços na medicina e da importância da prevenção ao longo da vida.
Envelhecer com saúde: cuidados essenciais para os rins
Apesar dos números preocupantes, é possível adotar práticas que ajudam a preservar a saúde dos rins ao longo da vida:
- Manter a pressão arterial sob controle.
- Monitorar e tratar o diabetes com rigor.
- Adotar uma alimentação equilibrada, com baixo consumo de sal e ultraprocessados.
- Garantir hidratação adequada ao longo do dia.
- Realizar exames periódicos (creatinina e urina), especialmente após os 50 anos.
- Evitar automedicação, principalmente com anti-inflamatórios.
- Contar com acompanhamento multiprofissional, incluindo médicos, nutricionistas, enfermeiros e psicólogos.
Esses cuidados simples podem retardar o avanço da DRC, garantir melhor qualidade de vida e até evitar a necessidade de diálise em fases mais avançadas.
Envelhecer com qualidade até os 90 anos significa ter acompanhado de perto a saúde renal, cardiovascular e metabólica, mostrando que cuidar cedo é o segredo para viver mais e melhor.
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Esse compromisso com a excelência e a inovação tecnológica é o que torna a Allmed uma referência no setor. Seus produtos para o tratamento de pacientes renais são desenvolvidos para assegurar mais conforto durante a hemodiálise e maior eficácia clínica.
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A vida e a saúde dos rins agradecem!



