Nova diretriz de hipertensão: o que muda no diagnóstico e tratamento da doença renal crônica?

Nova diretriz de hipertensão o que muda no diagnóstico e tratamento da doença renal crônica

A nova diretriz de hipertensão veio trazer novos parâmetros para um problema profundamente conectado ao diagnóstico da doença renal crônica (DRC). Juntos, a pressão alta e a DRC formam dois lados de um mesmo desafio que impacta diretamente a saúde dos rins. 

A hipertensão arterial sistêmica (HAS) é uma das principais causas da doença renal crônica (DRC), além de ser um importante fator que acelera a sua progressão.  

E, com as novas diretrizes publicadas recentemente, tanto profissionais da saúde quanto pacientes precisam estar atentos às mudanças nos critérios de diagnóstico e manejo da pressão alta. 

Mas que diferença essas mudanças podem representar na prevenção e no controle de complicações renais?  

O propósito deste artigo é analisar como a nova diretriz — ao instituir metas de hipertensão mais restritivas e ao enfatizar a classificação de risco — pode monitorar com precisão a função renal e, assim, possibilitar um diagnóstico precoce da Doença Renal Crônica (DRC) de maneira mais ágil.

Nova diretriz de hipertensão: quais as novas orientações para a doença renal crônica? 

Considerada um dos principais fatores de risco da DRC, a pressão alta pode ser até um fator fundamental na detecção precoce da doença. Por outro lado, o manejo correto da hipertensão pode reduzir os riscos de desenvolver problemas cardiovasculares e renais. 

Mas, como a pressão alta pode prejudicar os rins? A Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) explica que: “Quando a pressão arterial está elevada, os vasos sanguíneos dos rins podem ser danificados, dificultando o funcionamento adequado desses órgãos essenciais para filtrar toxinas e equilibrar fluidos no corpo”. 

Desse modo, a HAS está relacionada diretamente a uma redução significativa na expectativa e na qualidade de vida do portador desse problema de saúde, sendo responsável pela morte de mais de 10 milhões de pessoas no mundo. 

Dados de 2024 da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde, divulgados pelo Portal G1, mostram que 27,9% da população brasileira sofrem com a hipertensão. 

Segundo dados da Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), no Brasil, a pressão alta chega a “mais de 50% após os 60 anos e está presente em 5% das crianças e adolescentes no Brasil.” 

Além disso, a SBH alerta que a doença pode levar à graves consequências, caso não seja tratada adequadamente, sendo responsável por:  

  • 40% dos infartos; 
  • 80% dos derrames; 
  • 25% dos casos de insuficiência renal terminal. 

 

Pressão alta: entenda o que muda com a nova diretriz da hipertensão 

A hipertensão arterial — também chamada de pressão alta — é uma doença crônica, responsável por apresentar níveis elevados da pressão sanguínea nas artérias.  

Quando a pressão arterial está elevada, o coração precisa se esforçar mais do que o normal para bombear o sangue e garantir sua circulação pelo corpo. Essa condição aumenta significativamente o risco de AVC, infarto, aneurisma, insuficiência cardíaca e doenças renais. 

Com as mudanças estabelecidas pela nova Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025 (DBHA 2025), a chamada pressão “12 por 8” deixou de ser considerada normal, sendo classificada como pré-hipertensão. 

Elaborado pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) e Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), o documento apresenta as recomendações mais atualizadas e baseadas em evidências científicas, que refletem uma abordagem mais preventiva, com o objetivo de identificar precocemente pessoas com risco aumentado de complicações cardiovasculares e renais. 

 

Confira os novos valores da hipertensão arterial: 

  • Pressão arterial normal: menor que 120 e menor que 80 mmHg; 
  • Pré-hipertensão: 120–139 e/ou 80–89 mmHg; 
  • Hipertensão estágio 1: 140–159 e/ou 90–99 mmHg; 
  • Hipertensão estágio 2: 160–179 e/ou 100–109 mmHg; 
  • Hipertensão estágio 3: maior ou igual a 180 e/ou maior ou igual a 110 mmHg. 

tabela nova diretriz da hipertensão

Agora, vamos entender como esses novos valores podem impactar no diagnóstico e tratamento do paciente com DRC. 

 

Pressão alta e saúde dos rins: uma relação direta 

A pressão alta está associada às alterações funcionais e estruturais que podem danificar gravemente os vasos sanguíneos dos rins. Isso pode levar à redução do fluxo sanguíneo nos órgãos e prejudicar a função renal. 

Com o passar do tempo, o dano progressivo causado pela hipertensão arterial pode evoluir para a insuficiência renal crônica. A nova Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial tem como foco identificar precocemente esses riscos, por meio de uma avaliação mais detalhada que permite rastrear e classificar o risco cardiovascular, além de analisar possíveis danos aos rins.

Com relação aos pacientes com hipertensão arterial e doença renal crônica em tratamento conservador, o documento recomenda em adultos a meta de PA < 130/80 mmHg para redução de eventos cardiovasculares e falência renal. 

No entanto, estudos evidenciam que a pressão arterial > 140/90 mmHg “é muito comum em pacientes submetidos à diálise regular, com uma prevalência de 70-80%, e apenas a minoria tem controle adequado da pressão arterial”. 

 

Diabetes, hipertensão e DRC uma conexão silenciosa

No artigo Hipertensão arterial: qual a relação entre a pressão alta e a redução da função renal?, você pode entender melhor como a pressão alta impacta na função dos rins. 

 

 

Diálise e hipertensão arterial: o tratamento é uma via de mão dupla 

O tratamento da doença renal crônica (DRC) e da hipertensão arterial deve caminhar lado a lado, com acompanhamento constante e cuidadoso. Isso porque os dois problemas estão diretamente relacionados. Quando os rins perdem parte da sua função, o organismo tende a reter mais sódio e líquidos — o que, consequentemente, aumenta a pressão arterial.

Por outro lado, a pressão alta não controlada acelera a progressão da lesão nos rins, criando um ciclo perigoso que precisa ser interrompido com tratamento adequado. 

Nos pacientes em diálise, o controle da pressão é essencial para garantir o bom funcionamento do tratamento. A remoção adequada de líquidos durante as sessões, aliada à adesão às orientações médicas e nutricionais, ajuda a manter a pressão em níveis seguros. 

Assim, o sucesso da diálise depende do equilíbrio entre o controle da pressão arterial e o cuidado constante com a função renal. Quando ambos são tratados em conjunto, é possível melhorar a qualidade de vida, reduzir o risco de complicações cardiovasculares e promover um tratamento mais eficaz e seguro.

 

Como a hemodiálise e o dialisador influenciam no controle da hipertensão no paciente renal 

A hemodiálise é fundamental para pacientes com DRC em estágios avançados. Além de substituir parte da função renal, ela atua diretamente no controle da pressão arterial, removendo o excesso de líquidos e toxinas do sangue. 

O dialisador — conhecido como “rim artificial” — é responsável por essa filtragem. Quando de alta qualidade, ele garante uma depuração eficaz, melhora a estabilidade hemodinâmica e reduz variações de pressão durante o tratamento. 

Por isso, a escolha do dialisador é determinante: equipamentos de alta performance garantem a remoção segura de substâncias tóxicas e equilíbrio dos eletrólitos, favorecendo o bem-estar e a segurança do paciente. 

Allmed Pronefro: compromisso com a qualidade e o cuidado no tratamento do paciente renal 

A Allmed Pronefro está sempre atenta às inovações e aos avanços na área da nefrologia, acompanhando de perto tudo o que envolve a saúde do paciente renal. Esse cuidado reflete o compromisso da empresa em oferecer produtos de excelência, desenvolvidos com tecnologia europeia de ponta e pautados pelo respeito à vida. 

Desse modo, a empresa tem como missão oferecer soluções que promovam segurança, eficácia e qualidade de vida para o paciente renal. Com foco em inovação e tecnologia, a empresa desenvolve produtos que aliam alto desempenho clínico à biocompatibilidade e estabilidade hemodinâmica. 

O dialisador Allmed é resultado desse compromisso: projetado para garantir filtração eficiente, remoção precisa de líquidos e conforto ao paciente durante as sessões, contribuindo diretamente para o controle da pressão arterial e o sucesso do tratamento. 

Mais do que tecnologia, a Allmed acredita no cuidado integral. Por isso, atua em parceria com profissionais e centros de diálise, compartilhando conhecimento e boas práticas que elevam o padrão da terapia renal substitutiva em todo o país. 

Nesse artigo, discutimos um assunto atual e de extrema importância tanto para gestores de hospitais e clínicas especializadas, quanto para profissionais de saúde e pacientes, mostrando que a Allmed busca fazer a diferença na vida de quem convive com a hemodiálise. 

Se você quiser conhecer melhor a empresa que faz do cuidado ao paciente renal uma missão de vida, acesse o site Allmed e confira as principais informações no blog que valoriza a informação de valor. 

Cuidar dos rins é cuidar da vida. E quando ciência e empatia caminham juntas, o tratamento se transforma em qualidade, confiança e esperança.

 

 

 

 

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