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Cálculo renal ou nefrolitíase: sintomas, causas e o risco de causar a DRC

Calculo-renal-ou-nefrolitiase-sintomas-causas-prevencao

Cálculo renal ou nefrolitíase é a formação de pedras nos rins — uma condição urológica muito comum, mas que pode causar complicações urinárias e até levar ao surgimento de outras patologias, como a doença renal crônica (DRC). 

Isso acontece porque a nefrolitíase apresenta elevadas taxas de recorrência, tornando a prevenção a forma mais segura de evitar o retorno das pedras nos rins. Para prevenir, é fundamental você entender a nefrolitíase, como ela surge, quais os sintomas e tratamentos para evitar o seu retorno.  

Neste artigo, vamos aprofundar essa discussão sobre o cálculo renal e como impedir que ele evolua para a DRC. 

 

 

Índice do Post

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  • Cálculo renal ou nefrolitíase: entenda como esse problema de saúde pode evoluir para a DRC 
    • Como surge a nefrolitíase? 
  • Principais sintomas do cálculo renal: fique atento aos sinais de alerta 
  • Como é feito o diagnóstico do cálculo renal? 
  • Tratamento do cálculo renal: o que é mais indicado? 
  • Consequências do cálculo renal: a DRC é uma das complicações mais graves 
  • Prevenção: a melhor forma de evitar o cálculo renal 
  • Perguntas frequentes sobre cálculo renal 
    • Cálculo renal tem cura?
    • Quanto tempo uma pedra no rim demora para ser eliminada pela urina?
    • Toda pedra no rim precisa de cirurgia?
    • Como diferenciar dor de pedra no rim de dor muscular nas costas?
    • Cálculo renal pode causar insuficiência renal (DRC)?
  • Allmed Pronefro: valorizando a prevenção na saúde renal  

Cálculo renal ou nefrolitíase: entenda como esse problema de saúde pode evoluir para a DRC 

O cálculo renal ou nefrolitíase é um estado clínico que pode resultar em sérias consequências, se for negligenciado. 

A Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) estima que a condição afete até 15% da população brasileira, com taxas de recorrência — sem tratamento — de até 50% em 10 anos. 

A nefrolitíase é a terceira causa mais comum entre as doenças do trato urinário, sendo, porém, a de maior morbidade. Homens entre os 20 e os 50 anos são os mais afetados por essa condição, com frequência até três vezes maior do que em mulheres. 

Por isso, os órgãos de saúde reforçam a importância da prevenção, para que o problema não evolua para quadros mais graves. 

 

Como surge a nefrolitíase? 

A principal característica da nefrolitíase é o surgimento de estruturas sólidas cristalinas no interior do sistema urinário, que podem causar dores intensas e súbitas na região lombar — inclusive, há relatos de que essa está entre as dores mais intensas que um ser humano pode sentir. 

O cálculo renal é formado por substâncias como cálcio, oxalato, fosfato ou ácido úrico, que quando encontram-se em elevada concentração, não conseguem ser dissolvidos pela urina. 

Entre os fatores de risco para o surgimento da doença, estão:  

  • Pouca ingestão de água, sendo um dos fatores determinantes para a formação do cálculo renal; 
  • Alto consumo de sódio e de proteína animal; 
  • Histórico familiar de pedras nos rins; 
  • Ocorrência anterior de cálculo renal (recorrência); 
  • Sexo e idade (homens entre 20 e 50 anos); 
  • Clima quente. 

Além disso, as pedras nos rins podem estar associadas a outros problemas de saúde, de origem metabólica, como a doença cardiovascular, o diabete mellitus e a obesidade. 

Essa conexão reforça o entendimento de que a nefrolitíase é uma condição sistêmica, e não apenas um problema restrito ao sistema urinário. 

 

Principais sintomas do cálculo renal: fique atento aos sinais de alerta 

Em alguns casos, como em pedras pequenas, o cálculo renal pode se manter assintomático. Os sintomas só irão surgir quando ele obstruir a passagem da urina, parcial ou totalmente. 

Então, além da cólica renal, que pode aparecer nos flancos, se estender até a lateral do abdômen e irradiar para a virilha, os sintomas que acendem o sinal de alerta, são:  

  • Sangue na urina (hematúria): causada pelo atrito das pedras nos canais urinários; 
  • Dor ou ardência ao urinar (disúria): esse sintoma acontece quando o cálculo passa pelo ureter, ou no momento em que é expelido pela uretra; 
  • Aumento da frequência urinária: a pessoa apresenta vontade de urinar mais vezes ao dia; 
  • Redução do fluxo urinário: ou até a incapacidade para urinar pode ser causada por um bloqueio total ou parcial por uma pedra, quando ela atinge o ureter, a bexiga ou a uretra; 
  • Infecção urinária: essa diminuição na urina ou o impedimento na micção podem levar à infecção (pielonefrite); 
  • Náuseas, vômitos, febre e calafrios. 

Como é feito o diagnóstico do cálculo renal? 

Para chegar a um diagnóstico, o médico irá avaliar os sintomas que o paciente apresenta e o histórico clínico.Também poderão ser solicitados os exames laboratoriais e de imagem necessários. 

Exame de urina 

Pode identificar a presença de sangue ou cristais na urina, indicando o tipo de cálculo, além de sinais de infecção urinária ou alterações no pH. Em casos de recorrência, também pode ser solicitado o exame de urina de 24 horas. 

Exames de sangue  

Alguns exames de sangue que podem ser solicitados são os de creatinina, ureia, cálcio, fósforo, ácido úrico e eletrólitos. Através do resultado desses exames, o médico poderá avaliar o funcionamento dos rins e identificar alterações metabólicas que estejam relacionadas ao cálculo renal. 

Exames de imagem 

Ultrassonografia e tomografia computadorizada são exames de imagem fundamentais para confirmar o diagnóstico de pedra nos rins e definir o tratamento. Através desses exames, é possível determinar o tamanho e a quantidade dos cálculos, a localização exata e o grau de obstrução das vias urinárias. 

 

Tratamento do cálculo renal: o que é mais indicado? 

O médico deverá considerar alguns fatores para determinar o tratamento mais adequado, como a dimensão da pedra, a localização, o grau de obstrução urinária e o comprometimento da função renal. 

Entre os tipos de tratamentos mais indicados estão: 

  • Tratamento clínico: quando não houver complicações 

O tratamento clínico poderá ser aplicado em casos onde os cálculos são pequenos (geralmente menores que 5 mm). Ele inclui hidratação, controle da dor e medicação para auxiliar na eliminação das pedras. 

  • Procedimentos invasivos: quando serão indicados? 

No caso de cálculos maiores que 10 mm ou que causam obstrução urinária, pode ser necessário um procedimento mais invasivo. Entre as principais técnicas estão: 

  • Litotripsia extracorpórea por ondas de choque (LECO) 

Apesar de não ser um procedimento invasivo, a litotripsia utiliza ondas de choque para fragmentar os cálculos em pequenos pedaços, para poderem ser eliminados pela urina. 

  • Ureteroscopia  

Esse é um procedimento minimamente invasivo, no qual o médico insere um endoscópio fino pelo ureter para remover os cálculos de forma direta ou fragmentada por laser. 

  • Nefrolitotomia percutânea  

Mediante uma pequena incisão nas costas, o urologista terá acesso direto ao rim para retirar a pedra. Esse procedimento é indicado para cálculos maiores ou que apresentem formatos complexos. 

Essas são as técnicas mais modernas de remoção do cálculo renal, com menor risco de complicações. Atualmente, a cirurgia aberta ou laparoscópica é utilizada apenas em casos raros. 

 

Consequências do cálculo renal: a DRC é uma das complicações mais graves 

Em até 80% dos casos, pedras pequenas — de até 5 mm — podem ser eliminadas naturalmente pela urina. No entanto, isso nem sempre acontece. 

Quando o cálculo renal não é tratado de forma adequada, podem surgir complicações sérias. Uma delas é a infecção urinária, que em pacientes idosos pode evoluir para choque séptico e, em casos extremos, óbito.  

 A hidronefrose (inchaço dos rins) é outra complicação que merece atenção. Ela ocorre quando uma ou mais pedras causam obstrução, impedindo a passagem da urina — o que leva ao acúmulo de líquido e ao inchaço renal. 

Além disso, a recidiva constante da hidronefrose pode levar à perda da função renal e evoluir para o desenvolvimento da doença renal crônica (DRC), a mais grave consequência do cálculo renal. 

Pesquisas confirmam essa possibilidade, afirmando que “episódios recorrentes, graves ou prolongados de nefrolitíase, complicados por infecção ou obstrução, possam realmente levar a danos renais mais permanentes e a DRC”.  

A DRC é um problema de saúde global que compromete o funcionamento dos rins, levando o paciente a precisar ser submetido a uma das terapias renais substitutivas (TRSs). A hemodiálise é a TRS utilizada por quase 90% dos mais de 172 mil pacientes renais que se encontram em diálise no Brasil. 

Saiba mais no artigo Doença renal em crescimento: Censo 2024 revela avanço da diálise e alerta para a saúde da população brasileira, com dados do Censo Brasileiro de Diálise 2024. 

 

Prevenção: a melhor forma de evitar o cálculo renal 

Essa orientação serve tanto para quem já sofreu com o cálculo renal – e precisa evitar a recorrência – como para quem nunca teve a doença. 

A boa notícia é que a prevenção pode ser feita com hábitos simples e saudáveis, como:  

 

Prevenção ao cálculo renal ou nefrolitiáse

Perguntas frequentes sobre cálculo renal 

  1. Cálculo renal tem cura?

    Sim. Na maioria dos casos, o cálculo renal é eliminado naturalmente ou removido por tratamento clínico ou procedimento, sem deixar sequelas. O desafio maior é a prevenção da recorrência, já que as taxas de retorno da doença são altas sem cuidados adequados.

  2. Quanto tempo uma pedra no rim demora para ser eliminada pela urina?

    Pedras pequenas (até 5 mm) costumam ser eliminadas em poucos dias a poucas semanas, com boa hidratação e acompanhamento médico. Pedras maiores ou que causam obstrução geralmente exigem intervenção para serem removidas.

  3. Toda pedra no rim precisa de cirurgia?

    Não. A maioria dos casos é resolvida com tratamento clínico (hidratação, medicação e controle da dor). Procedimentos como litotripsia, ureteroscopia ou nefrolitotomia percutânea só são indicados para cálculos maiores que 10 mm ou que causam obstrução urinária significativa.

  4. Como diferenciar dor de pedra no rim de dor muscular nas costas?

    A cólica renal costuma ser súbita, muito intensa, localizada nos flancos e pode irradiar para a virilha, muitas vezes acompanhada de náusea, sangue na urina ou dor ao urinar. A dor muscular geralmente piora com movimento e não vem acompanhada de sintomas urinários.

  5. Cálculo renal pode causar insuficiência renal (DRC)?

    Sim, principalmente em casos de recorrência frequente, obstrução prolongada ou infecções urinárias associadas. Por isso, a prevenção é essencial: episódios repetidos de hidronefrose podem levar à perda progressiva da função renal.

 

Allmed Pronefro: valorizando a prevenção na saúde renal  

A Allmed Pronefro trouxe neste artigo um panorama completo sobre o cálculo renal, ou nefrolitíase. Afinal, trata-se de um problema de saúde extremamente comum que, quando negligenciado, pode evoluir para quadros mais graves — como a doença renal crônica (DRC). 

Falar sobre prevenção é uma forma de cuidado que vai além do tratamento: é sobre evitar que a doença se instale ou volte a acontecer. Por isso, informação de qualidade sobre saúde renal é uma prioridade constante no blog da Allmed, que reúne outros conteúdos relevantes sobre o tema. 

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11 de agosto de 2026
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