Diálise por região no Brasil: análise das desigualdades assistenciais e impactos na nefrologia

Diálise por região no Brasil e desigualdade assistenciais

Diálise por região no Brasil um mapa silencioso de desigualdades. O acesso ao tratamento renal varia significativamente, fazendo com que o local onde o paciente vive influencie diretamente suas chances de receber assistência adequada. 

Os números mais recentes do Censo da Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) 2024 trazem um retrato atualizado e impactante da realidade da diálise no país. Estamos falando de um tratamento vital, contínuo e altamente dependente de infraestrutura. E, quando analisamos os dados regionais, a desigualdade salta aos olhos. 

Em 2024, o Brasil contabiliza 904 unidades de diálise cadastradas e ativas, segundo o levantamento nacional. No entanto, apenas 386 unidades responderam ao inquérito, representando 42,7% do total. Nessas unidades participantes, foram contabilizados 76.946 pacientes em tratamento. 

Mas o número mais expressivo é a estimativa nacional: o Brasil alcançou aproximadamente 172 mil pacientes em diálise em 2024, mantendo uma trajetória de crescimento contínuo ao longo da última década. 

Por trás desses números existem histórias reais. Pessoas que precisam se deslocar três vezes por semana para manter o próprio sangue filtrado. Famílias que reorganizam toda a rotina. Municípios que lutam para manter centros funcionando. E quando cruzamos os dados por região, percebemos que nascer no Norte ou no Sudeste pode significar ter — ou não — acesso mais rápido e estruturado ao tratamento. 

O Censo 2024 não apenas apresenta estatísticas. Ele escancara um mapa de desigualdades que precisa ser discutido com urgência. Confira! 

Panorama atual da diálise por região no Brasil

A análise da diálise por região no Brasil demonstra variações relevantes na prevalência, incidência e oferta de serviços, refletindo diferenças socioeconômicas e estruturais entre Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul.

O Brasil vive um crescimento consistente no número de pacientes em terapia renal substitutiva. A prevalência nacional estimada chegou a 812 pacientes por milhão da população (pmp) em 2024, mantendo a curva ascendente observada desde 2014, quando era de 552 pmp . 

Esse aumento reflete três fatores principais: 

  • Envelhecimento populacional 
  • Crescimento de doenças como diabete e hipertensão 
  • Maior sobrevida de pacientes em tratamento 

Em relação à incidência — ou seja, novos casos por ano — o país registrou aproximadamente 52.944 novos pacientes em 2024, mantendo tendência de crescimento após a pandemia. 

Outro dado relevante é o perfil das unidades. Em 2024: 

  • 81% das unidades são privadas 
  • 12% são públicas 
  • 7% filantrópicas  

Isso mostra uma forte presença da iniciativa privada operando serviços financiados majoritariamente pelo SUS. Aliás, 79% dos pacientes são atendidos pelo SUS, enquanto 21% utilizam convênios ou atendimento particular. 

Ou seja, a diálise no Brasil é, essencialmente, uma política pública sustentada pelo Sistema Único de Saúde — ainda que grande parte da estrutura seja privada. 

E aqui surge um ponto crucial: se o SUS é o principal financiador, as desigualdades regionais também refletem desigualdades estruturais do próprio sistema. 

 

desigualdade por região na dialise no Brasil

Distribuição de unidades de diálise por região no Brasil

Quando olhamos para a distribuição por região, o cenário fica mais claro — e mais desigual. 

Segundo o Censo 2024: 

  • Sudeste: 425 unidades cadastradas 
  • Nordeste: 172 
  • Sul: 158 
  • Centro-Oeste: 91 
  • Norte: 58  

O Sudeste sozinho concentra quase metade das unidades do país. Isso impacta diretamente o acesso, a logística e o tempo de deslocamento dos pacientes. 

Em relação ao número de pacientes nas unidades que responderam: 

  • Sudeste: 35.038 pacientes 
  • Nordeste: 20.587 
  • Sul: 11.539 
  • Centro-Oeste: 6.494 
  • Norte: 3.288  

Mas o dado que realmente evidencia desigualdade é a prevalência por milhão de habitantes em 2024: 

  • Sudeste: 1.019 pmp 
  • Centro-Oeste: 877 pmp 
  • Sul: 771 pmp 
  • Nordeste: 608 pmp 
  • Norte: 567 pmp  

Percebe a diferença? O Sudeste tem quase o dobro da prevalência da Região Norte. 

Isso pode significar duas coisas: 

  1. Maior incidência real da doença. 
  1. Melhor diagnóstico e maior acesso ao tratamento. 

Quando a prevalência é baixa em regiões com menor infraestrutura, muitas vezes o problema não é menos doença — é menos acesso. 

 

Região Norte: baixa prevalência e grandes vazios assistenciais 

A Região Norte apresenta a menor taxa de prevalência do país: 567 pacientes por milhão da população em 2024. 

À primeira vista, alguém poderia pensar: “Ótimo, menos pessoas doentes.” Mas será mesmo? 

Quando analisamos a incidência, a região também apresenta números menores (137 pmp em 2024). Porém, estados como Acre e Roraima tiveram avaliação prejudicada por falta de dados suficientes. 

Isso indica subnotificação e possível dificuldade estrutural na coleta de informações. 

Além disso, são apenas 58 unidades cadastradas em toda a região — um número extremamente baixo, considerando as enormes distâncias geográficas. 

Imagine um paciente no interior do Amazonas. A hemodiálise exige três sessões semanais. Se a unidade mais próxima está a centenas de quilômetros, como garantir continuidade terapêutica? 

Aqui, a desigualdade não é apenas numérica. É geográfica, logística e social. 

 

Região Nordeste: alta dependência do SUS e desigualdade interna 

A Região Nordeste ocupa a segunda posição em número absoluto de pacientes em diálise entre as unidades participantes do Censo 2024, com 20.587 pacientes registrados. No entanto, quando analisamos a taxa de prevalência por milhão da população (pmp), o número cai para 608 pmp em 2024, bem abaixo do Sudeste (1.019 pmp). 

Essa diferença é significativa. Estamos falando de uma região com mais de 57 milhões de habitantes, mas com uma oferta proporcionalmente menor de tratamento. São 172 unidades cadastradas, contra 425 no Sudeste. A conta simplesmente não fecha quando colocamos população e estrutura lado a lado. 

Outro ponto central é a forte dependência do Sistema Único de Saúde. No Nordeste, 80% dos pacientes são atendidos pelo SUS, segundo o Censo 2024. Isso significa que a sustentabilidade do atendimento depende diretamente do financiamento público. Qualquer atraso em reajustes de valores ou dificuldades de repasse impacta diretamente a capacidade operacional das clínicas. 

Mas a desigualdade não acontece apenas entre regiões. Ela também existe dentro da própria região. Estados como Pernambuco apresentam prevalência estimada de 806 pmp, enquanto o Maranhão aparece com 431 pmp. Essa diferença sugere variações importantes no acesso ao diagnóstico e à estrutura assistencial. 

Em estados com menor infraestrutura hospitalar, muitos pacientes só iniciam a diálise em situação de urgência, piorando o prognóstico. A interiorização do serviço ainda é um desafio. Grandes centros concentram clínicas, enquanto áreas rurais continuam com oferta limitada. 

No Nordeste, o crescimento da incidência também chama atenção. O número de novos pacientes segue aumentando, refletindo o avanço da hipertensão e do diabete — principais causas da doença renal crônica no país. 

A região avança, mas ainda carrega um peso histórico de subfinanciamento e desigualdade estrutural que impacta diretamente quem depende da máquina para viver. 

 

Região Centro-oeste: taxas elevadas e interiorização desafiadora 

A Região Centro-Oeste apresenta um cenário curioso. Apesar de ter apenas 91 unidades cadastradas, registra uma prevalência relativamente alta: 877 pmp em 2024, acima da média nacional de 812 pmp. 

Isso indica que, proporcionalmente à população, a região mantém um nível de acesso mais próximo do Sul e do Sudeste do que do Norte e nordeste. Estados como Mato Grosso do Sul apresentam prevalência de 1.312 pmp, uma das mais altas do país. 

Mas nem tudo são números positivos. A distribuição geográfica da população é um desafio. Muitas cidades são distantes entre si, com grandes áreas rurais. Isso significa que, embora a taxa geral seja elevada, o acesso pode não ser homogêneo dentro dos estados. 

O Distrito Federal também se destaca com alta incidência estimada (407 pmp) , possivelmente refletindo melhor capacidade diagnóstica e maior oferta de serviços especializados. 

Outro ponto relevante é o número médio de pacientes por nefrologista na região: cerca de 19 pacientes por especialista, abaixo da média nacional de 25. Isso sugere melhor relação médico-paciente, mas pode também indicar concentração de profissionais nos grandes centros urbanos. 

O desafio do Centro-Oeste não é apenas ampliar unidades, mas garantir que elas estejam distribuídas estrategicamente, evitando que pacientes do interior precisem percorrer centenas de quilômetros semanalmente. 

 

Região Sudeste: maior concentração e maior prevalência do país 

O Sudeste é o epicentro da diálise no Brasil. Com 425 unidades cadastradas, concentra quase metade da estrutura nacional. Também lidera em número absoluto de pacientes e apresenta a maior taxa de prevalência: 1.019 pacientes por milhão da população em 2024. 

São mais de 35 mil pacientes apenas nas unidades que responderam ao levantamento. Estados como São Paulo e Minas Gerais ultrapassam 1.000 pmp de prevalência. 

Esse cenário pode indicar melhor acesso ao diagnóstico precoce, maior oferta de centros especializados e rede hospitalar mais estruturada. Porém, também revela uma sobrecarga significativa. 

O Sudeste concentra grande parte dos centros privados, muitos operados por grandes grupos internacionais ou corporações médicas. Isso cria um ambiente altamente profissionalizado, mas também dependente do financiamento público — já que a maioria dos pacientes continua sendo atendida pelo SUS. 

Além disso, a elevada prevalência pode refletir maior sobrevida dos pacientes. Com melhor estrutura e acesso a terapias como hemodiafiltração, a expectativa de vida em diálise pode ser maior. 

O Sudeste é o retrato da concentração de recursos no Brasil. Tem mais unidades, mais profissionais, mais tecnologia — mas também enfrenta filas, superlotação e pressão financeira constante. 

 

Região Sul: equilíbrio relativo e crescimento sustentado 

A Região Sul apresenta 771 pmp de prevalência em 2024, próxima da média nacional. Com 158 unidades cadastradas, mantém uma distribuição relativamente equilibrada entre Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. 

O Sul também se destaca por indicadores assistenciais mais estáveis e menor variação entre estados. Paraná e Rio Grande do Sul apresentam prevalências próximas de 790 pmp. 

Outro dado interessante é a boa cobertura de serviços hospitalares e universitários, contribuindo para um diagnóstico mais precoce e acompanhamento adequado. 

Mesmo assim, o envelhecimento populacional da região pressiona o sistema. A doença renal crônica é mais comum em idosos, e o sul tem uma das populações mais envelhecidas do país. 

Ou seja, o desafio não é apenas manter o equilíbrio atual, mas se preparar para um aumento progressivo da demanda. 

 

SUS como principal financiador da diálise no Brasil 

Um dado é impossível ignorar: 79% dos pacientes em diálise por região no Brasil são atendidos pelo SUS em 2024. 

No Norte, esse percentual chega a 91%. No Nordeste, 80%. Mesmo no Sudeste e Sul, a maioria depende do sistema público. 

Isso mostra que a diálise é, essencialmente, uma política pública. Sem o SUS, a imensa maioria dos pacientes simplesmente não teria acesso ao tratamento. 

Mas também revela um risco: se o financiamento não acompanhar o crescimento da demanda — que já ultrapassa 172 mil pacientes estimados em 2024 —, o sistema pode entrar em colapso. 

A sustentabilidade financeira é hoje um dos principais desafios da nefrologia brasileira. 

 

Modalidades de tratamento: predominância da hemodiálise 

O modelo de tratamento também revela desigualdade tecnológica quando falamos da diálise por região no Brasil. Em 2024: 

  • 87,3% dos pacientes estão em hemodiálise convencional 
  • 7,1% em hemodiafiltração 
  • 5,6% em diálise peritoneal  

A hemodiálise domiciliar representa menos de 0,1%. 

Ou seja, o Brasil ainda depende fortemente do modelo tradicional em clínicas. Modalidades domiciliares, que poderiam reduzir deslocamentos e melhorar qualidade de vida, ainda são pouco utilizadas. 

Isso é especialmente crítico em regiões como o norte e interior do Nordeste, onde o deslocamento é um dos principais obstáculos ao tratamento. 

 

Perfil dos pacientes brasileiros em diálise por região no Brasil

Quando analisamos quem são os pacientes em diálise por região no Brasil, os dados do Censo 2024 ajudam a desenhar um retrato bastante claro — e, ao mesmo tempo, preocupante. 

Em relação ao sexo, 59% dos pacientes são homens e 41% são mulheres. Essa predominância masculina se mantém estável nos últimos anos. A explicação pode estar associada tanto a fatores biológicos quanto comportamentais: homens costumam procurar atendimento médico mais tardiamente, o que favorece diagnósticos em estágios mais avançados da doença renal. 

Já na faixa etária, o maior grupo está entre adultos e idosos. Segundo o Censo, a distribuição etária mostra forte concentração nas faixas acima de 45 anos, com destaque para o grupo entre 45 e 64 anos (42%) e pacientes com 65 anos ou mais (23,3%). Isso reforça uma tendência clara: a doença renal crônica acompanha o envelhecimento populacional. 

E aqui entra um ponto-chave. O Brasil está envelhecendo rapidamente. Se hoje já temos mais de 172 mil pacientes estimados em diálise, o que esperar da próxima década? 

O aumento da expectativa de vida, aliado ao crescimento de doenças crônicas como hipertensão e diabete, cria um cenário de pressão constante sobre os serviços de nefrologia. 

Além disso, muitos pacientes chegam à diálise sem acompanhamento prévio adequado. Isso significa início emergencial do tratamento, maior uso de cateteres temporários e maior risco de complicações. 

O perfil do paciente brasileiro em diálise não é apenas um dado estatístico — é um sinal claro de que a prevenção ainda precisa avançar muito. 

 

Principais causas da doença renal no Brasil 

Se quisermos entender o aumento da diálise por região no Brasil, precisamos olhar para as causas da doença renal crônica. E os números são diretos. 

Em 2024, as principais causas de base entre os pacientes em diálise foram: 

  • Hipertensão arterial: 29% 
  • Diabete: 29% 
  • Glomerulonefrite: 7% 
  • Doença renal policística: 4% 
  • Outros diagnósticos e causas indefinidas completam o restante  

Hipertensão e diabete, juntas, respondem por quase 60% dos casos. Isso significa que estamos falando, essencialmente, de doenças crônicas comuns, muitas vezes mal controladas na atenção básica. 

O que isso revela? Que a diálise é, em grande parte, consequência de falhas na prevenção e no acompanhamento precoce. 

Outro dado importante é a incidência de novos casos de nefropatia diabética, que permanece elevada em várias regiões, com destaque para o sudeste e sul . Isso acompanha o crescimento da obesidade e do sedentarismo no país. 

É como tentar secar o chão enquanto a torneira continua aberta. Sem políticas robustas de prevenção, o número de pacientes em diálise continuará aumentando. 

 

Mortalidade em diálise: queda pós-pandemia e cenário atual 

A pandemia de COVID-19 deixou marcas profundas na nefrologia. Pacientes em diálise são altamente vulneráveis: imunossuprimidos, com múltiplas comorbidades e necessidade de deslocamento frequente às clínicas. 

Em 2020, a taxa de mortalidade anual em pacientes em diálise chegou a 24,5%. Em 2024, esse número caiu para 16,5%, mostrando recuperação após o período crítico da pandemia. 

O número estimado de óbitos em 2024 foi de 29.712. 

Essa redução na mortalidade pode refletir: 

  • Melhor cobertura vacinal 
  • Retorno à estabilidade dos serviços 
  • Melhoria na organização assistencial 

No entanto, 16,5% ainda é uma taxa significativa. Estamos falando de quase 1 em cada 6 pacientes ao longo do ano. 

Além disso, desigualdades regionais também podem impactar a mortalidade, especialmente em áreas onde o acesso é mais tardio ou a infraestrutura é limitada. 

A queda pós-pandemia é uma boa notícia. Mas o desafio permanece: garantir qualidade assistencial uniforme em todas as regiões do país. 

 

Recursos humanos: relação paciente/profissional por região 

A qualidade da diálise por região no Brasil, não depende apenas de máquinas. Depende, principalmente, de pessoas. 

O Censo 2024 mostra que o número médio de pacientes por nefrologista no Brasil é de 25. No Centro-Oeste, essa média é menor (19), enquanto no Sul chega a 28. 

Já em relação à enfermagem: 

  • Média nacional de 41 pacientes por enfermeiro  
  • Cerca de 7 pacientes por técnico de enfermagem  

Esses números mostram relativa estabilidade, mas escondem desigualdades internas. Em regiões mais remotas, pode haver maior dificuldade de fixação de profissionais especializados. 

Sem equipe qualificada, não há tratamento seguro. 

Investir em formação, distribuição equitativa de especialistas e valorização profissional é essencial para reduzir desigualdades regionais. 

 

Desigualdade na diálise por região entre estados: diferenças que impressionam 

Quando descemos do nível regional para o estadual, as diferenças ficam ainda mais evidentes. 

Em 2024, alguns estados apresentaram prevalência estimada acima de 1.000 pmp, como: 

  • Distrito Federal: 1.114 pmp 
  • Mato Grosso do Sul: 1.312 pmp 
  • São Paulo: 1.004 pmp 
  • Minas Gerais: 1.004 pmp  

 

Enquanto isso, estados como Maranhão e Pará apresentam prevalências próximas de 431 pmp. 

A diferença é brutal. 

Isso pode refletir: 

  • Diferença no acesso ao diagnóstico 
  • Estrutura desigual de serviços 
  • Subnotificação 
  • Dificuldade logística 

Em alguns estados, inclusive, a avaliação foi prejudicada por falta de envio de dados suficientes. 

Essas lacunas mostram que o problema não é apenas assistencial — é também informacional. 

Sem dados completos, é impossível planejar políticas públicas eficazes. 

 

Infografico dados gerais do censo da dialise 2024

 

Desafios estruturais e perspectivas futuras da diálise por região no Brasil

O Brasil ultrapassou 172 mil pacientes estimados em diálise em 2024. A tendência é de crescimento. 

Os principais desafios são claros: 

  • Ampliação sustentável do financiamento do SUS 
  • Incentivo à diálise peritoneal e modalidades domiciliares 
  • Interiorização de serviços 
  • Investimento em prevenção primária 
  • Redução das desigualdades regionais 

A hemodiálise ainda responde por 87,3% dos tratamentos, mostrando forte dependência do modelo clínico tradicional. 

Expandir alternativas domiciliares poderia reduzir deslocamentos e melhorar a qualidade de vida, especialmente no Norte e interior do Nordeste. 

No entanto, o futuro da nefrologia brasileira passa por planejamento estratégico. Não se trata apenas de abrir mais clínicas, mas de distribuir melhor os recursos. 

O Censo SBN 2024 confirma o que muitos profissionais já percebiam na prática: o acesso à diálise no Brasil é profundamente desigual. 

Enquanto o Sudeste concentra estrutura e apresenta prevalência superior a 1.000 pmp, o Norte permanece abaixo de 600 pmp. A maioria dos pacientes depende do SUS, e o número total segue crescendo ano após ano. 

A diálise salva vidas. Mas o CEP ainda influencia diretamente a chance de acesso ao tratamento. 

Reduzir essas desigualdades exige investimento, prevenção e planejamento regionalizado. O retrato está desenhado. Agora, a pergunta é: o que faremos com ele? 

 

Allmed Pronefro e a diálise: compromisso permanente com a vida 

Mais do que desenvolver e fabricar produtos para terapia renal, a Allmed Pronefro atua com um propósito claro: contribuir ativamente para a preservação da vida, promovendo saúde, segurança e bem-estar aos pacientes renais em todo o Brasil. 

A empresa fundamenta sua atuação no princípio da equidade no acesso ao tratamento especializado, reconhecendo os desafios estruturais e regionais que impactam o cuidado em nefrologia. Por isso, investe não apenas em tecnologia e qualidade, mas também na disseminação de informação confiável e relevante — elemento essencial para a identificação de fatores de risco, estímulo ao diagnóstico precoce e fortalecimento da jornada de cuidado. 

Nesse contexto, a Allmed Pronefro consolida-se como uma parceira estratégica no cuidado integral da saúde renal, integrando conhecimento científico, responsabilidade social e excelência em seus produtos — sempre com foco no paciente. 

Para acompanhar conteúdos atualizados e análises relevantes sobre o setor de nefrologia, acesse o blog Allmed e mantenha-se informado com informação de qualidade. 

 

Leia também _  Nova diretriz de hipertensão: o que muda no diagnóstico e tratamento da doença renal crônica?

 

 

Perguntas Frequentes (FAQs) 

  1. Quantos pacientes estão em diálise no Brasil em 2024?
    A estimativa nacional é de aproximadamente 172 mil pacientes em tratamento dialítico.
  2. Qual região tem maior prevalência de diálise?
    A Região Sudeste lidera com 1.019 pacientes por milhão da população.
  3. O SUS atende à maioria dos pacientes?
    Sim. Cerca de 79% dos pacientes em diálise são atendidos pelo SUS.
  4. Qual é a principal causa da doença renal no Brasil?
    Hipertensão e diabete são responsáveis por quase 60% dos casos.
  5. A mortalidade em diálise está aumentando?
    Não. Após o pico na pandemia, a taxa caiu para 16,5% em 2024.

 

 

 

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