Fístula arteriovenosa: cuidados essenciais para pacientes renais em hemodiálise

Fístula arteriovenosa cuidados vitais na hemodiálise

A fístula arteriovenosa é uma conexão venosa usada como acesso em pacientes que realizam hemodiálise.  

Considerada o melhor acesso vascular, a fístula arteriovenosa garante mais segurança, eficiência e maior durabilidade em comparação a outros tipos de acesso, como cateteres temporários. 

Mas, o paciente renal precisa adotar cuidados específicos com a fístula no dia a dia, para o tratamento ser eficaz e sem complicações. Essa técnica garante que o sangue circule entre o corpo do paciente e a máquina de diálise com mais segurança. 

Neste artigo, você vai entender o que é a fístula arteriovenosa, para que serve, onde fica localizada e quais cuidados são indispensáveis para proteger este acesso. Vamos? 

Fístula arteriovenosa: você sabe quais os cuidados que precisa ter para não comprometer a hemodiálise? 

A fístula arteriovenosa (FAV) é um termo bastante conhecido na medicina, por ser uma técnica utilizada em tratamentos especializados como a hemodiálise.  

No Brasil, existem atualmente – segundo dados do Censo Brasileiro de Diálise 2024 – mais de 172 mil pacientes renais crônicos em diálise. Desse total, 87,3% dos pacientes utilizam a hemodiálise como modalidade terapêutica, sendo que mais de 99% estão em tratamento convencional, ou seja, realizam até 4 sessões por semana. 

Cada sessão dura em torno de quatro horas, tempo em que o paciente precisa ficar ligado à máquina de hemodiálise. Desse modo, essa conexão através da fístula é fundamental para o paciente renal ser submetido ao tratamento. 

 

Entenda o que é a FAV na hemodiálise

A fístula arteriovenosa é uma conexão criada através de cirurgia, geralmente, no braço do paciente renal, ligando uma artéria a uma veia para o tratamento de hemodiálise.  

Essa união faz com que a veia fique mais forte e larga, permitindo a passagem de um grande volume de sangue durante as sessões de hemodiálise. 

Através dessa conexão, o sangue sai do corpo do paciente renal, passa para a máquina de hemodiálise para ser purificado e por onde deverá retornar.  

Segundo um artigo publicado pela Scielo Brasil, a fístula “é o acesso venoso mais adequado, ao constituir o acesso de longa permanência que viabiliza a diálise efetiva com menor número de intervenções”.   

Isso porque o tratamento pode se estender por muitos anos, até o fim da vida ou até que o paciente seja submetido a um transplante renal.

 

Período de maturação da fístula arteriovenosa: o que é e como funciona. 

A maturação da fístula é um período que acontece após a cirurgia para criação da FAV, em que o acesso precisa de um tempo para amadurecer antes de ser usado na hemodiálise.  

Será nesse período – após a veia ser ligada à artéria – que ela começará a se expandir, engrossar e fortalecer, tornando-se resistente o suficiente para suportar o fluxo de sangue elevado necessário durante a diálise. 

Em média, a maturação pode levar de 4 a 12 semanas (1 a 3 meses). No entanto, o tempo pode variar de acordo com fatores como idade, condições das veias do paciente e presença de doenças associadas, como diabete ou hipertensão.

Durante esse período, a veia se dilata com o aumento do fluxo sanguíneo e suas paredes se tornam mais espessas e firmes, permitindo punções repetidas sem risco de rompimento.

Após o período de maturação, o médico ou enfermeiro avalia se a fístula já está pronta para uso por meio de exame físico e, em alguns casos, mediante ultrassonografia vascular.
 

Por que o período de maturação é importante? 

  • Evita complicações como infiltrações, hematomas e falhas na diálise; 
  • Garante que o acesso terá boa durabilidade; 
  • Dá mais segurança ao paciente durante as sessões, já que uma fístula bem maturada reduz riscos de infecção e trombose. 

 

Quais cuidados o paciente renal precisa ter com a FAV ? 

Estudos  evidenciam que a FAV está sujeita a diversas complicações, como, por exemplo:  

  • Hipofluxosanguíneo;  
  • Tromboses;  
  • Aneurismas; 
  • Infecções; 
  • Isquemia da mão; 
  • Edema de mão; 
  • Sobrecarga cardíaca.  

 

Dessa forma, para que o tratamento renal alcance resultados eficazes, seja seguro e o paciente tenha um retorno satisfatório, algumas medidas são consideradas fundamentais para manter a fístula saudável. Para isso, o paciente renal deve ter alguns cuidados especiais. Vamos conferir alguns: 

  1. Higienização diária 

A higienização diária é, sem dúvida, um dos cuidados que depende do paciente. Dessa maneira, ele deve lavar o braço da fístula com água e sabão antes de cada sessão de diálise. Isso porque a limpeza correta ajuda a prevenir infecções.
 

  1. Verificação do frêmito

O frêmito é a vibração percebida quando você toca a fístula. Assim, o paciente precisa tocar o local todos os dias para verificar se ela está funcionando. Se a vibração mudar ou desaparecer, deve procurar imediatamente a equipe de saúde.
 

  1.  Evite pressão no braço da fístula

O paciente renal precisa ficar atento para não medirem a pressão arterial nesse braço. Além disso, deve evitar carregar peso excessivo e não dormir apoiado sobre o braço da fístula.
 

  1. Proteção contra traumas

Outro cuidado essencial é evitar pancadas, cortes ou qualquer tipo de lesão no local. Além disso, o paciente deve evitar usar roupas ou acessórios apertados que possam comprimir a fístula.
 

  1. Cuidados com a fístula arteriovenosa após a diálise

Após a diálise, o paciente também precisa manter o curativo limpo e seco. Uma medida que deve ser tomada – com muito cuidado – é pressionar o local até parar o sangramento, mas sem força excessiva.
 

  1. Estilo de vida e alimentação

O paciente precisa seguir à risca a orientação da equipe médica que o acompanha. Então, quanto ao estilo de vida e alimentação, é fundamental obedecer às orientações da equipe de nutrição renal. O controle no consumo de líquidos para evitar sobrecarga no organismo é uma dessas orientações que o paciente renal não deve esquecer. 

 

Quando o paciente renal deve procurar ajuda médica? 

Diante de todos os cuidados apresentados que o paciente renal precisa ter com a FAV, ele deve procurar atendimento imediato nos seguintes casos: 

  • Ausência do frêmito (sem vibração); 
  • Vermelhidão, dor ou inchaço no local da fístula; 
  • Sangramento prolongado após a sessão; 
  • Febre ou sinais de infecção. 

Linhas de sangue e FAV: qualidade do material influência na eficácia do tratamento 

Além da fístula arteriovenosa, outro elemento fundamental para a hemodiálise ser eficaz e segura são as linhas de sangue, tubos estéreis descartáveis que fazem a conexão entre o paciente e a máquina de hemodiálise. 

A linha arterial leva o sangue do paciente, através da fístula arteriovenosa, até o dialisador e devolve o sangue já filtrado ao organismo, novamente pela fístula.

O artigo  Linhas de sangue para hemodiálise: saiba como escolher a mais adequada para a sessão ressalta que “As linhas de sangue venosas são essenciais para permitir a circulação extracorpórea do sangue durante a hemodiálise, garantindo um tratamento seguro e eficiente para pacientes renais”. 

 

Qual a relação entre as linhas de sangue e a FAV? 

A fístula arteriovenosa é o ponto de acesso que permite a punção para a hemodiálise, enquanto as linhas de sangue são o caminho de condução do sangue até a máquina e de volta ao paciente.

Isso significa que a eficácia do tratamento depende tanto da boa preservação da FAV quanto da qualidade das linhas utilizadas. Linhas inadequadas ou de baixa qualidade podem comprometer o fluxo sanguíneo, aumentar o risco de complicações e reduzir a segurança da sessão de hemodiálise. 

Desse modo, vale ressaltar a importância da qualidade do material, pois o uso de linhas de sangue seguras, resistentes e devidamente certificadas garante: 

  • Menor risco de infecção; 
  • Fluxo sanguíneo mais estável; 
  • Sessões de diálise mais eficientes e confortáveis. 

 

fístula arteriovenosa na hemodiálise

Allmed Pronefro e linhas de sangue: referência de qualidade e excelência no Brasil 

A Allmed Pronefro é uma das referências na distribuição de linhas de sangue de alta qualidade, que contribuem para a segurança e eficácia do tratamento hemodialítico em todo o país. 

Essenciais para as sessões de hemodiálise, os kits de linhas de sangue precisam atender algumas normas de segurança e eficiência para garantir uma terapia eficaz e reduzir riscos ao paciente 

As linhas de sangue fabricadas pela Allmed atendem a todos os requisitos de segurança exigidos pelos órgãos de saúde nacionais e internacionais. Além disso, esses produtos são certificados e registrados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). 

Então, vamos conhecer algumas das principais características que fazem das linhas de sangue fabricadas pela Allmed líderes de preferência: 

 

Material biocompatível 

As linhas de sangue Allmed são fabricadas com PVC (policloreto de vinila) de grau médico, material biocompatível, atóxico e transparente, além de não conter látex para evitar reações alérgicas. 

 

Esterilidade 

As linhas de sangue são produtos de uso único e, por isso, é fundamental que sejam esterilizadas por métodos seguros, como o óxido de etileno, para garantir que não ocorra contaminação bacteriana ou pirogênica. 

 

Allmed Pronefro valoriza a segurança do paciente renal 

Ao longo deste artigo, evidenciamos que a fístula arteriovenosa é considerada a conexão vascular mais segura, eficiente e mais usada como acesso em pacientes que realizam hemodiálise.  

Além disso, a FAV oferece maior durabilidade em comparação a outros tipos de acesso, ressaltando que a qualidade do produto irá influenciar bastante na eficácia e segurança do tratamento.  

Você também pode conhecer melhor as linhas de sangue Allmed, que também são fundamentais nesse processo, por ser através delas que a fístula arteriovenosa é conectada à máquina de hemodiálise. 

Então, se você quiser conhecer melhor as linhas de sangue de padrão europeu – que só a Allmed Pronefro distribui no Brasil – acesse o catálogo do produto ou acesse o site da empresa e converse com um dos consultores.  

Allmed – Excelência europeia, presente no Brasil. 

 

 

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