Hemodiálise eficiente: 5 fatores que impactam o custo por sessão

Hemodiálise eficiente 5 fatores que impactam o custo por sessão

A hemodiálise eficiente é fundamental para o sucesso no tratamento do paciente renal. No entanto, para que o portador da doença renal crônica (DRC) tenha acesso a um procedimento de qualidade, diversos fatores influenciam, entre eles o custo operacional de uma sessão de diálise. 

Manter um atendimento de excelência representa um desafio para clínicas e hospitais especializados em nefrologia. Para os gestores administrativos e financeiros, entender os fatores que podem afetar o custo por sessão é importante para manter a estabilidade financeira. Garantir a qualidade do serviço e aprimorar os recursos disponíveis. 

Nesse cenário, já existe uma movimentação feita pela Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), para alertar os órgãos de saúde sobre a defasagem no custeio da hemodiálise pelo Sistema Único de Saúde (SUS). 

Neste artigo, iremos mostrar como os custos impactam na hemodiálise e vamos detalhar quais são os cinco principais elementos que influenciam diretamente no tratamento e as estratégias práticas para gerenciá-los. 

 

Hemodiálise eficiente e o custo por sessão: saiba quais os fatores que influenciam 

Para falarmos em hemodiálise eficiente, faz-se necessário abordarmos o assunto a partir de diversos fatores, que podem influenciar os custos envolvidos na manutenção de um serviço de saúde de qualidade. 

Atualmente, existem no Brasil mais de 172 mil pacientes em diálise, segundo dados do Censo Brasileiro de Diálise 2024. Desse total, 85% são atendidos pelo SUS e 94,6% realizam hemodiálise. 

Segundo a Fundação Pró Rim, o número de pacientes renais crônicos no Brasil aumentou quase 55% e acredita que esse crescimento esteja relacionado ao envelhecimento da população. 

Por outro lado, esses números revelam um panorama preocupante, mas esperado, o aumento expressivo no número de pacientes em diálise e os custos elevados para a manutenção do tratamento destes pacientes. 

Recentemente, a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) e a Associação Brasileira dos Centros de Diálise e Transplante (ABCDT) apresentaram ao Ministério da Saúde um estudo que mostra “o impacto da defasagem da Tabela SUS no custeio dos serviços de diálise”.  

Segundo esse estudo, a defasagem no custeio da hemodiálise feita pelo SUS chega a 38%. A SBN informa que a despesa operacional de uma sessão de hemodiálise chega a R$ 343,00, enquanto o valor repassado pelo SUS para as clínicas e hospitais de nefrologia é de R$ 240,97. 

Diante desse cenário – em que cerca de 90% dos centros de diálise do Brasil são conveniados ao SUS – a SBN alerta que essa defasagem “coloca em risco o acesso, a qualidade e até a existência dos serviços de diálise no país”.  

Para se ter uma ideia melhor da dimensão de custos que envolvem o tratamento de diálise no país, os gastos com Hemodiálise (máximo três sessões por semana) – no período de 2022 a 2023 – totalizaram R$ 7.128.803.507,98. Segundo dados do Sistema de Informações Ambulatoriais (SIA-SUS). Esses dados encontram-se no Boletim Epidemiológico – Cenário da doença renal crônica no Brasil no período de 2010 a 2023. 

 

O que influencia nos custos de uma sessão de diálise? 

Sem dúvida, a hemodiálise é um tratamento fundamental para pacientes com DRC. No entanto, manter um tratamento complexo como esse representa um desafio significativo em termos de gestão de gastos.  

Para os administradores, entender os fatores que influenciam o custo por sessão é uma forma de encontrar solução para manter o serviço funcionando e cobrar dos órgãos de saúde uma resposta para o problema. 

Vamos analisar 5 fatores que impactam diretamente nos custos para que as clínicas e hospitais especializados possam oferecer uma hemodiálise eficiente: 

  1. Equipamentos de hemodiálise

Os equipamentos de hemodiálise são os principais fatores que influenciam nos altos custos do tratamento.  Um recente estudo mostra que o preço do dólar afeta diretamente a compra de equipamentos específicos para o procedimento, como “dialisadores e máquinas de hemodiálise, sendo todos importados e, portanto, sofrem oscilações segundo a variação do câmbio, afetando o custo da hemodiálise”. 

Além disso, o tipo e a qualidade do equipamento influenciam diretamente o custo por sessão.  Vale lembrar da importância de unidades de saúde especializadas investirem em equipamentos de qualidade.  

No entanto, máquinas fabricadas com as mais modernas tecnologias permitem um monitoramento preciso, otimização de tempo e maior segurança para o paciente, mas exigem investimento inicial elevado.  

Por outro lado, equipamentos mais antigos podem gerar custos recorrentes com manutenção e reparos, além de não garantir resultados eficazes no tratamento e porem em risco a saúde do paciente renal. 

Por isso, a escolha planejada e a manutenção preventiva são indispensáveis para uma ação estratégica relacionada aos equipamentos de hemodiálise. 

Qual a estratégia que os gestores podem adotar para uma hemodiálise eficiente? 

  • Analisar o custo total de propriedade (TCO) antes da compra, considerando todo o processo de aquisição, manutenção e consumo de matéria-prima. 
  • Executar periodicamente a manutenção preventiva para reduzir paradas não programadas e prolongar a vida útil dos equipamentos. 
  • Programar a atualização tecnológica de forma gradual, obedecendo ao crescimento da clínica ou hospital. 

 

Hemodiálise eficiente

 

  1. Gestão de matérias-primas e insumos descartáveis

No dia a dia do atendimento de hemodiálise, a utilização de filtros, agulhas, seringas, dialisadores e soluções de diálise são de uso contínuo e representam um acréscimo significativo ao custo por sessão.  

Desse modo, é fundamental que os gestores invistam na escolha de fornecedores confiáveis e na aquisição de materiais de alta qualidade, pois isso impacta diretamente na segurança do paciente e na redução de desperdícios. 

Que medidas os gestores devem tomar para que a compra desses produtos seja eficiente? 

  • Negociar com fornecedores de matéria-prima confiáveis e que obedeçam a contratos de volume e fidelidade;  
  • Supervisionar o consumo de insumos por paciente para identificar desperdícios; 
  • Analisar opções de fornecedores validados que ofereçam o melhor custo-benefício, valorizando a segurança dos usuários. 

 

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  1. Profissionais qualificados: importância da capacitação e eficiência da equipe

O acompanhamento por parte de profissionais qualificados, durante a sessão de hemodiálise, é indispensável para acompanhar o paciente e se manter atento para possíveis complicações. 

Além disso, são os enfermeiros, técnicos e auxiliares que estão preparados para lidar com o funcionamento da máquina de HD, e assim, poder atender imediatamente com ações eficazes para resolver possíveis eventos adversos. 

Assim, são os profissionais de saúde devidamente qualificados que executam as sessões de hemodiálise de forma mais eficiente, prevenindo complicações clínicas e reduzindo custos indiretos, como retrabalho e uso excessivo de insumos. 

Estratégias que podem ser adotadas por gestores de clínicas e hospitais para uma hemodiálise eficiente: 

  • Investir em treinamentos contínuos para enfermeiros, técnicos e médicos; 
  • Executar procedimentos padrões de operação e segurança; 
  • Analisar parâmetros de rendimento dos profissionais, como taxa de satisfação dos pacientes, índice de incidentes e tempo médio de sessão. 

 

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  1. Otimização operacional e planejamento de sessões

A otimização operacional e o planejamento de sessões são fatores essenciais dentro de um cronograma de funcionamento do setor de hemodiálise.  

Essas medidas tornam-se fundamentais porque o tempo de cada sessão, o fluxo de pacientes e a organização das equipes impactam diretamente no custo por sessão. Sessões desorganizadas ou atrasadas aumentam o consumo de recursos e prejudicam a produtividade. 

Daí a importância de que o setor mantenha sempre em mãos um checklist para que cada sessão de hemodiálise seja segura e também eficiente. 

A unidade de saúde especializada pode adotar as seguintes estratégias: 

  • Organizar escalas de atendimento de profissionais conforme a demanda diária; 
  • Implementar softwares de gestão de pacientes e agendamento para otimizar a gestão de tempo; 
  • Controlar indicadores como tempo médio de sessão, número de sessões por máquina e eficiência de ocupação. 

Se você quiser entender mais sobre esse assunto, acesse o artigo Hemodiálise: checklist para uma sessão segura. 

 

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  1. Infraestrutura, energia e sustentabilidade

A infraestrutura também é um aspecto fundamental quando se fala em custo operacional. Nesse caso, deve-se ter na “ponta do lápis” o consumo de energia elétrica, água tratada e descarte de resíduos.  

Então, adotar práticas sustentáveis pode gerar uma economia significativa a médio e longo prazo para a clínica ou hospital de nefrologia. 

Como administrar esses fatores: 

  • Implantar sistemas de reutilização de água e redução de consumo energético, caso seja permitido pelas normas regulatórias; 
  • Empregar recursos para aquisição de equipamentos de geração de energia eficientes e automatizados; 
  • Controlar indicadores de consumo e custos de infraestrutura regularmente para identificar oportunidades de economia. 

 

Allmed: o melhor custo-benefício para uma hemodiálise eficiente 

Mostramos neste artigo que vários fatores influenciam na realização de uma hemodiálise eficiente, entre eles o custo operacional de uma sessão de diálise. 

A Allmed Pronefro tem como prioridade entregar o melhor custo-benefício para seus clientes. Atuando em todo o território nacional, distribuindo equipamentos da mais alta qualidade e projetados com tecnologia de ponta, líder de mercado quando o assunto é excelência em produtos para diálise. 

Se a sua clínica ou hospital deseja elevar o nível de atendimento do setor de hemodiálise, torne-se cliente Allmed. Para ser atendido por um dos consultores da empresa, acesse o site Allmed ou entre em contato pelo WhatsApp. 

 

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