Hemodiálise: checklist para uma sessão segura

Hemodiálise checklist para uma sessão segura

Quando existe um, checklist, ou lista de verificação no processo de preparo de cada sessão de hemodiálise, os benefícios são múltiplos: as sessões de hemodiálise são melhor aproveitadas, a Segurança do Paciente é mais facilmente alcançada e os erros são minimizados.

Atentar-se para o uso correto do dialisador e o cumprimento de normas como a Resolução n.º 11/2014, criada pelo Ministério da Saúde (MS) para determinar Boas Práticas de Funcionamento para os Serviços de Diálise  é indispensável para profissionais que trabalham na oferta do tratamento de hemodiálise.

Para sanar as principais dúvidas sobre o assunto, a equipe da Allmed Pronefro BR preparou esse artigo com dicas que compõem um, checklist para garantir uma sessão segura de hemodiálise. Continue lendo e saiba mais!

1. Inclua a Segurança do Paciente Renal no centro do checklist

Em 2009, a Organização Mundial da Saúde (OMS), definiu que a Segurança do Paciente consiste na redução de danos desnecessários associados à assistência em saúde. No caso do paciente renal,  preparo e acompanhamento das sessões de hemodiálise e diálise, prezando por boas práticas para que o paciente tenha o máximo de qualidade de vida é um exemplo de como aplicar a Segurança do Paciente.

 

No entendimento da OMS, os danos referem-se ao comprometimento de funções e estrutura do organismo por conta de doenças, lesões, incapacidade e/ou disfunções. Eles podem ser acentuados pelos riscos causados por incidentes (erros em um procedimento ou circunstâncias adversas) que resultam em danos desnecessários ao paciente.

Na literatura científica, são considerados fatores de alerta em hemodiálise:

  • Uso de equipamentos complexos;
  • Administração de medicamentos como a heparina;
  • Alta rotatividade de pacientes no centro de saúde (hoje, legislação brasileira determina a presença de um enfermeiro para cada 35 pacientes por turno e um técnico de enfermagem para o cuidado de 4 pacientes por sessão);
  • Procedimentos invasivos, entre outros.

Em síntese: antes de escolher o dialisador, definir um processo de qualidade e avaliar as fragilidades e forças da sua clínica na oferta da hemodiálise, coloque as necessidades do paciente renal como centrais para construir um bom, checklist em hemodiálise. Afinal, o objetivo do tratamento renal é melhorar e salvar vidas humanas!

2. Crie um Núcleo de Segurança do Paciente em seu (checklist)

Entre os requisitos que fazem parte das Boas Práticas de Funcionamento para os Serviços de Diálise, a RDC N° 11, de 13 de março de 2014, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) destaca, no capítulo II, seção I, Art. 8.º que o todos e qualquer serviço de diálise  deve constituir um Núcleo de Segurança do Paciente, responsável por elaborar e implantar um Plano de Segurança do Paciente conforme normativa vigente.

Na prática, são objetivos de um núcleo de segurança:

  • Identificar ativamente eventos adversos como danos e riscos aos pacientes;
  • Propor ações preventivas para reduzir danos ao paciente, com foco na segurança do atendimento;
  • Elaborar ações para garantir um bom treinamento para a equipe envolvida na oferta da hemodiálise (profissionais da enfermagem, médicos (as) nefrologistas, psicólogos, técnicos de enfermagem, nutricionistas, dentre outros);
  • Gerenciamento de insumos e investimentos envolvidos na clínica.

 

3. Faça um mapeamento dos eventos adversos que podem ocorrer nas sessões de diálise e/ou hemodiálise

Mapear os eventos adversos é uma maneira de preparar a equipe envolvida  na organização de uma sessão de hemodiálise. Para gerenciar o estresse e propor as melhores soluções, prezando pelo bem-estar e segurança do paciente renal.

São exemplos de eventos que ocorrem já no início de uma sessão: troca de dialisador, abertura da solução salina, entrada de ar no sistema, erros na administração de medicações como a heparina, erros no manuseio de dialisadores, entre outros.

Ao mapear tudo o que pode dar errado, fica mais fácil identificar quais são as ações preventivas que devem ser executadas, assim como incorporar o que é preciso fazer para que os profissionais adotem um padrão de qualidade em suas práticas.

4. Atenção ao manuseio do dialisador: antes e depois da sessão

Os procedimentos que envolvem o manuseio do dialisador exigem cuidados redobrados. Segundo a RDC N° 11, são ações que compõem o processamento em diálise: limpeza do dialisador, medição do volume interno das fibras, esterilização do dialisador, enxágue do equipamento e armazenamento adequado.

Cada etapa deve ser executada de forma rigorosa, consoante a legislação sanitária vigente, para construir um bom, checklist. No caso da limpeza dos produtos, por exemplo, é obrigatório que os serviços de diálise tenham bancadas específicas para este ato. Todas as bancadas devem ser resistentes, equipadas com uma cuba profunda (para impedir a troca de líquidos) e abastecidas de água tratada para hemodiálise.

Antes de uma sessão de diálise, o dialisador deve ser esterilizado em uma bancada individual. Após o término do tratamento, o produto deve ser imediatamente lavado, higienizado e desinfetado.

5. Escolha dialisadores e produtos para hemodiálise de qualidade

O dialisador e outros produtos para a realização de hemodiálise como agulhas de fístula, isoladores de pressão, kits de linha de sangue devem ser escolhidos com bastante critério.

A biocompatibilidade dos produtos em relação ao corpo humano é muito importante e a escolha de acessórios que garantem conforto e evitam ao máximo as reações adversas no paciente é um critério de qualidade.

É importante assegurar que todos os produtos escolhidos são devidamente registrados pela ANVISA e fabricados com materiais de alta qualidade que atendem às exigências do mercado de saúde.

Os dialisadores da Allmed Pronefro são produzidos com membrana de polissulfona e apresentam eficiência comprovada na maior capacidade de retenção e transferência de endotoxinas. Fica a dica!

6. Registre todas as informações da sessão de hemodiálise no checklist

O registro das informações sobre o atendimento prestado ao paciente é obrigatório em todas as circunstâncias. No caso da hemodiálise, é muito importante que os profissionais envolvidos registrem, além do prontuário, informações sobre o uso do dialisador. Todas as informações auxiliam para construir um bom, checklist em hemodiálise.

Por exemplo: todos os dialisadores devem ser identificados com o nome do paciente, a data do 1.º uso e conter informações sobre HBS e HCV em caso positivo. Também é importante que os dialisadores sejam armazenados individualmente, em recipientes plásticos que contenha o nome do paciente.

Conforme o Ministério da Saúde, é fundamental “protocolar os valores da medida do volume interno das fibras do dialisador(priming inicial), adquiridos durante seu processamento”.

As informações devem permanecer disponíveis para consulta e checagem, sempre que necessário. Por isso, antes de iniciar uma sessão, verifique essas informações e após o término, registre tudo. Isso fará toda a diferença!

 

7. Faça análises microbiológicas na solução de diálise

A legislação brasileira estabelece que profissionais capacitados devem realizar uma análise microbiológica mensal de uma amostra do dialisato, colhido da máquina de hemodiálise, ao fim de cada sessão.

Embora esse não seja um procedimento diário, é importante incluir no (checklist) a indicação de uma rotina periódica para que as amostras do dialisato sejam colhidas e analisadas.

Ter esse controle ajuda a evitar problemas de infecção e/ou reações pirogênicas nos pacientes  durante a hemodiálise.

8. Garanta treinamento contínuo e apoio dos profissionais responsáveis pelos tratamentos renais

Além de riscos de contaminação ou mau proveito das sessões de hemodiálise devido ao uso incorreto dos dialisadores, é muito comum que profissionais responsáveis pelos pacientes renais tenham outras dificuldades rotineiras. O acesso vascular, por exemplo, é um procedimento relacionado a muitos eventos adversos que podem ser evitados e/ou reduzidos quando boas práticas são adotadas.

Enfermeiros e técnicos de enfermagem devem ser treinados continuamente para realizar os procedimentos e ter um espaço seguro nos serviços de saúde para expor essas dificuldades que devem ser consideradas na elaboração de melhorias.

Afinal, por que fazer um checklist em hemodiálise?

Se você chegou até aqui, deve ter percebido o quão importante é ter um procedimento operacional de qualidade para realizar uma sessão de hemodiálise. Esse processo começa antes mesmo da sessão, já que a escolha do dialisador e dos produtos que vão atender o paciente já é um requisito para prestar um atendimento seguro e eficaz.

O checklist é uma ferramenta que faz parte da segurança do paciente e conduz todas as etapas necessárias antes do início de uma terapia e também ajuda a identificar o que é preciso melhorar durante o tratamento.

É uma ferramenta que traz muitos benefícios para os profissionais e para os pacientes como: gerenciamento de riscos, maior produtividade do tempo, mais informações sobre o investimento de insumos, melhorias na gestão do estresse dos profissionais da saúde, garantia da segurança do paciente renal, entre outros.

Sobre a Allmed

Allmed Pronefro Brasil é uma empresa subsidiária da Allmed Group.  Empresa essa que fabrica e distribuí produtos para hemodiálise na Europa, no Oriente Médio e na América do Sul presente em mais de 40 países.

Sua missão é elevar a qualidade de vida do paciente renal crônico, melhorando sua saúde e proporcionando o melhor para sua rotina, a partir dos dialisadores e demais produtos  usados no tratamento renal.

Presente no Brasil há 20 anos, a Allmed conta com uma equipe de 12 representantes que atuam na venda de produtos em todo o país, além da equipe interna, com 15 funcionários que cuidam dos setores de vendas,  logística, controle de qualidade, gerenciamento de riscos, marketing, relacionamento, entre outras demandas administrativas. Saiba mais!

 

Dúvidas sobre o tema? Entre em contato conosco!

Obrigado e até o próximo post!

 

 

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