Doença renal em crianças: quando o diagnóstico precoce faz toda a diferença

A doença renal em crianças é uma realidade preocupante, porém precisa ser discutida com clareza, principalmente com relação à importância do diagnóstico precoce para impedir ou retardar a progressão da doença.  

O diagnóstico precoce é importante em qualquer idade, mas quando falamos em crianças – se a descoberta da doença for o mais cedo possível – pode-se evitar que elas sofram com complicações graves no crescimento, no desenvolvimento cerebral e também na expectativa de vida. 

Para isso, é importante discutirmos o que leva ao desenvolvimento da doença renal em crianças, qual a idade de maior incidência deste problema de saúde, os principais sintomas e como essa doença irá afetar o desenvolvimento físico e mental desses pequenos. 

Neste contexto, iremos abordar todas essas questões e envolver nessa discussão não somente os profissionais de saúde. Mas principalmente, as famílias destas crianças que veem suas vidas afetadas e precisam adaptar-se a uma nova realidade.  

Então, vamos conversar sobre a doença renal em crianças? 

 

Doença renal em crianças e o diagnóstico precoce: é possível evitar a progressão da doença? 

A doença renal em crianças é um problema de saúde que – apesar de ser mais comum em adultos – em 2021 apresentava uma prevalência de cerca de 20 mil casos por milhão de habitantes, segundo dados da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). 

Outro indicativo importante da doença renal crônica (DRC), desse período, em menores de 12 ano,s é a de que as taxas de morbidade e mortalidade chegam a ser 30 vezes maiores, quando comparadas a outras enfermidades. 

Os dados mais atuais do Censo Brasileiro de Diálise (CBD) 2024 mostram que, dos 76.946 pacientes das 386 unidades de saúde que participaram da pesquisa, o número de pequenos pacientes na faixa etária de 1 a 12 anos que estão em diálise é de 0.3%.  

Além disso, vale registrar que menos de 50% das unidades cadastradas na Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) – que realiza anualmente o CBD – participaram do censo. 

Assim como em adultos, é fundamental que com as crianças também sejam tomadas ações de prevenção da DRC. Da mesma forma, o diagnóstico precoce pode fazer a diferença para impedir a evolução da doença. 

 

Como as crianças adquirem a DRC? 

A DRC em crianças apresenta características que desafiam médicos, famílias e, principalmente, os pequenos pacientes.  

Enquanto nos adultos, a doença geralmente desenvolve-se ao longo da vida, em crianças a origem da DRC está quase sempre ligada a fatores de origem congênita, hereditária ou a doenças raras que afetam diretamente o funcionamento dos rins. 

Dessa forma, compreender o porquê dessa doença, como ela se manifesta e quais são os caminhos de tratamento é indispensável para os familiares poderem buscar o diagnóstico precoce e oferecer qualidade de vida a essas crianças. 

Quais são as causas da DRC em crianças? 

Ao contrário dos adultos — onde a hipertensão e o diabete são os principais causadores da DRC — nas crianças as razões mais comuns são: 

  • Malformações congênitas, como os rins não formados corretamente; 
  • Doenças hereditárias, como rins policísticos; 
  • Infecções urinárias recorrentes e não tratadas corretamente; 
  • Síndromes e doenças autoimunes, como, por exemplo, o lúpus; 
  • Obstruções urinárias que impedem o fluxo adequado da urina.

Portanto, a DRC pode se manifestar em qualquer idade, até mesmo em recém-nascidos. Porém, a maior incidência é observada conforme as causas da doença que mostramos acima: 

  • Em bebês e crianças pequenas, quando há malformações congênitas dos rins e vias urinárias; 
  • Em crianças entre 5 e 12 anos, quando surgem doenças hereditárias ou complicações de infecções urinárias de repetição; 
  • Em adolescentes, quando há problemas autoimunes, como lúpus ou síndrome nefrótica. 

É possível prevenir a doença renal em crianças? 

Como mostramos, a DRC pode se manifestar em recém-nascidos. Por isso, a atenção especial para crianças que apresentem casos de histórico familiar de doença renal hereditária deve começar desde os primeiros meses de gestação. 

A medicina moderna já permite identificar possíveis doenças congênitas renais já no pré-natal, em casos de risco hereditário. Isso pode permitir que o feto receba um acompanhamento mais especializado. 

No entanto, ao longo da vida destes pequenos, é importante se manter atento para avaliar o funcionamento dos rins, periodicamente, através de exames simples, como o de creatinina.  

Os pais devem incentivar as crianças a praticar hábitos saudáveis, como: 

  • Beber água; 
  • Praticar exercícios físicos; 
  • Evitar o consumo de sal, açúcar e comida industrializada; 
  • Incentivar a criança a fazer xixi a cada duas ou três horas e sempre que tiver vontade. 

Quais os sintomas da doença renal crônica em crianças? 

Nem sempre é fácil identificar a doença renal em crianças nos estágios iniciais,pois a DRC pode ser silenciosa.  Dessa forma, como acontece com os adultos, muitas vezes o problema renal só é identificado quando ocorre a falência dos rins.  

No caso das crianças e dos adolescentes, é preciso ficar atento aos sinais e sintomas, que podem auxiliar no diagnóstico precoce da doença. Entre eles, alguns sinais merecem atenção dos pais.  

Um artigo publicado pela Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), sobre o Dia Mundial dos Rins, que aborda a “A importância da detecção precoce de alterações renais na infância e qual a maneira correta de avaliação”, mostra que podem ser indicativos importantes para investigação de lesão renal nas crianças: 

  • Creatinina sérica acima do valor de referência para a idade; 
  • Ultrassonografia evidenciando malformação renal bilateral em qualquer momento (obstétrica ou posterior ao nascimento); 
  • Histórico familiar de DRC; 
  • Proteinúria (perda de proteína na urina) e/ou hematúria persistente (presença constante de sangue na urina); 
  • Histórico de injúria renal aguda, ou seja, quando os rins perdem, repentinamente, a capacidade de filtrar resíduos e líquidos do sangue de maneira eficaz” (SBN).  
  • Hipertensão arterial; 
  • Atraso do crescimento sem fator identificável; 
  • Anemia de difícil manejo (descartada deficiência de ferro). 

Contudo, os pais também devem ficar atentos para outros sintomas no dia a dia da criança. Como inchaço no rosto, mãos e pés,  falta de apetite e baixo ganho de peso. Além disso, cansaço extremo, alterações na urina e infecções urinárias frequentes também devem ser investigados.

Como é feito o diagnóstico da doença renal em crianças? 

Quando uma criança apresenta sintomas que levantam suspeita de problemas nos rins, o pediatra pode solicitar alguns exames específicos para investigar melhor a função renal e identificar possíveis causas.  

Basicamente, os principais exames são os mesmos feitos em adultos, como, por exemplo:  

1- Urinálise: exame feito através da coleta de uma amostra de urina da criança para verificar a presença de proteínas; 

2 – Exames de sangue: para avaliar os níveis de creatinina, cistatina C, potássio, sódio e na contagem de glóbulos vermelhos, que podem avaliar como os rins estão funcionando. Existem ainda exames de sangue específicos que auxiliam na identificação de doenças renais mais complexas, como a nefrite lúpica. 

3 – Ultrassonografia dos rins: permite observar tanto sinais de lesões quanto para descobrir as possíveis causas do problema. 

4 – Biópsia renal: essencial para entender a gravidade e a causa do dano renal, orientando o tratamento mais adequado.

 

 

Doença renal em crianças - hemodialise pediatrica

Hemodiálise pediátrica: quais as características desse tipo de diálise? 

Caso seja confirmado o diagnóstico de DRC — realizado por um nefrologista pediátrico — o tratamento mais indicado para a idade da criança deverá ser avaliado com cuidado. Podendo inclusive ser necessária a diálise pediátrica, levando em conta o tamanho, o peso e a taxa metabólica da criança.

A primeira opção sempre é a diálise peritoneal, por ser menos invasiva e por adaptar-se melhor ao dia a dia dos pequenos. Contudo, eventualmente, algumas crianças podem precisar ser submetidas à hemodiálise, mas são casos raros. 

Entretanto, a hemodiálise pediátrica apresenta algumas características específicas, como, por exemplo: 

  • Uso de máquinas e equipamentos ajustados às necessidades físicas dessa faixa etária, como capilares e linhas de sangue adaptados ao tamanho das crianças. 
  • Pacientes pediátricos – por serem mais críticos – exigem um cuidado maior com o ambiente e com o equipamento de diálise, que devem atender aos mais altos padrões de segurança e qualidade; 
  • Rede de apoio emocional e psicológico especializado para o tratamento infantil, capacitada para atender as crianças e familiares. 

produtos de hemodiálise pediátrica

Uma história real: o pequeno Benjamin e o poder da empatia na diálise

O compromisso da Allmed Pronefro com a saúde renal vai além da tecnologia — ele se traduz em cuidado humano, especialmente com os pequenos que enfrentam a doença desde os primeiros anos de vida.

Foi esse propósito que aproximou a empresa da história do pequeno Benjamin, de apenas um ano e meio. Em um relato emocionante, o pai compartilhou como tudo começou: os primeiros sinais da doença renal crônica (DRC) apareceram quando o menino completou um ano.

Após ser constatado que o bebê apresentava um problema renal,  começou uma luta muito grande da nossa parte aqui, junto com ele, né? O Benjamin, para conseguir tratamento”, relata Bruno, o pai de Benjamin.

O diagnóstico mudou radicalmente a vida dessa família, que precisou inclusive mudar de cidade, indo morar em São José dos Campos, São Paulo, para que o bebê pudesse iniciar o tratamento. 

Após um período de internação, alta médica e recidiva da doença, Benjamin foi diagnosticado com a síndrome hemolítica-urêmica atípica (SHUA) 

A SHUA é uma doença renal genética, autoimune, crônica e altamente rara causada por falhas no sistema imunológico, que pode levar ao desenvolvimento da DRC. Após um colapso renal, Benjamin precisou ser submetido à diálise peritoneal, porque seus rins já não estavam funcionando corretamente. 

O pai da criança conta que “depois, a equipe médica mudou ele pra hemodiálise. E a partir de então, a gente começou a entrar no mundo da hemodiálise e dos seus desafios e benefícios. O Benjamin faz, normalmente, hemodiálise três vezes por semana”. E foi assim que a Allmed Pronefro encontrou Benjamin. 

Como portador da DRC, Benjamin teria que continuar o tratamento no Sistema CROSS (Central de Regulação de Ofertas e Serviços de Saúde), do estado de São Paulo. Começou a corrida contra o tempo para conseguir uma vaga para o bebê. Mas, em vão. 

A história de Benjamin chega ao ponto em que o hospital não contava mais com dialisadores específicos para o tratamento pediátrico. A família iniciou então uma verdadeira maratona para conseguir comprar os equipamentos necessários e garantir a continuidade da hemodiálise.

Após diversas portas serem fechadas, a família chega à Allmed Pronefro, em Curitiba.  

“A princípio, eu solicitei um orçamento normalmente, eu realmente faria compra desses dialisadores”, relata o pai.

Mas, para surpresa da família, e diante da urgência; a Allmed e sua equipe se mobilizaram e doaram os dialisadores necessários para que Benjamin pudesse seguir o tratamento com segurança.

O gesto, mais do que uma ação solidária, representou o compromisso da empresa com a vida — especialmente quando ela está apenas começando.

 

“Aquilo foi muito emocionante para nós, porque imagina, para quem tinha uma urgência como a nossa e que estaria disposto a pagar pelos itens, recebê-los como doação foi algo realmente muito surpreendente, algo muito emocionante. Inclusive, minha própria esposa ficou muito emocionada com tudo isso”, finaliza o pai de Benjamin.

 

Histórias como a de Benjamin reforçam que a tecnologia médica é feita para cuidar de pessoas.
Assim, a Allmed segue presente, apoiando clínicas e hospitais em todo o Brasil — levando qualidade, confiança e esperança a cada tratamento.

Se você quiser saber mais sobre a hemodiálise em crianças, acesse o artigo Hemodiálise x Diálise Renal em bebês: como funciona. 

 

O compromisso da Allmed Pronefro com a vida faz parte da história da empresa 

A doença renal em crianças faz parte de uma estatística que preocupa os órgãos de saúde do Brasil. Por essa razão, a Allmed Pronefro compartilha dessa preocupação e, por isso, assume o compromisso de entregar segurança e qualidade nos produtos que atendem as principais clínicas e hospitais especializados em diálise no Brasil. 

A empresa é subsidiária integral da Allmed Group, uma empresa europeia especializada na fabricação e distribuição de produtos de excelência para o tratamento de pacientes em diálise.  

O principal produto da organização é o dialisador Allmed, desenvolvido segundo os mais rigorosos padrões europeus de segurança, eficiência e biocompatibilidade. Disponível em diferentes áreas e fluxos, o portfólio atende tanto às terapias de hemodiálise convencional quanto à hemodiafiltração (HDF).

Para a diálise infantil, a Allmed oferece o Dialisador Platinum H1 — área 1.0, um modelo de alto fluxo e alta performance, especialmente projetado para garantir eficiência e segurança aos pequenos pacientes.

 

dialisador platinum H1 Allmed

 

No artigo Modelos e vantagens dos dialisadores Allmed Group, você pode obter todas as informações que precisa sobre o dialisador que é líder de mercado no Brasil. 

A Allmed acredita que cada tratamento é uma chance de recomeço — por isso, investe em inovação, segurança e humanidade para apoiar cada paciente, em todas as fases da jornada renal.

Com consultores comerciais especializados em todo o Brasil, estamos sempre prontos para atender, esclarecer dúvidas e apoiar  na busca por soluções seguras e de qualidade.

Fale com nossa equipe e descubra como a Allmed pode apoiar sua clínica ou hospital com excelência em diálise.

 

Allmed – excelência europeia, presente no Brasil! 

 

 

 

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