Doença renal crônica: causas e prevenção

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A doença renal crônica (DRC) configura-se como uma epidemia no mundo. Dados da Sociedade Brasileira de Nefrologia apontam que essa condição já afeta 850 milhões de pessoas no mundo inteiro. A organização ainda estima que 120 mil brasileiros vivem com insuficiência renal e, anualmente, mais de 20 mil pessoas passam a integrar esse grupo.

Em tempos pandêmicos, a necessidade dos cuidados preventivos com a saúde tornou-se mais evidente e, no caso, dos pacientes com doença renal crônica que também fazem parte dos grupos mais vulneráveis em relação à covid-19 segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a atenção deve ser ainda maior nestes casos.

Muitas vezes, a doença renal pode surgir sem que a pessoa apresente sintomas e isso acaba dificultando um pouco o tratamento visto que o quadro pode progredir rapidamente e comprometer a saúde renal de modo que o paciente não tenha outras alternativas além da hemodiálise, diálise ou até mesmo transplante renal nos casos mais avançados.

Afinal, o que é considerado doença renal? Quais são os tipos de doença renal crônica e quais são as medidas que devem ser tomadas na prevenção, no tratamento e na manutenção da qualidade de vida no caso das pessoas impactadas? A equipe da Allmed preparou um conteúdo completo sobre o assunto. Continue lendo e saiba mais!

O que é considerado doença renal crônica?

De acordo com o Ministério da Saúde (MS), a doença renal crônica é um termo que corresponde tanto às doenças que afetam a estrutura dos rins quanto às funções renais.

Os rins são  órgãos vitais para o funcionamento do corpo humano. Eles atuam na produção dos glóbulos vermelhos, fortalecem a estrutura óssea, auxiliam na produção de vitaminas, regulam a pressão arterial e filtram tudo o que há de excesso no organismo. Ou seja, quando a saúde renal está comprometida, as capacidades naturais do organismo ficam totalmente prejudicadas em diversos fatores como:

  • Limpeza de toxinas;
  • Eliminação do excesso de líquido;
  • Equilíbrio de substâncias que atuam no equilíbrio de hormônios;
  • Alterações na produção de vitaminas;
  • Filtragem de sangue;
  • Filtragem de impurezas e mais.

Quando a doença renal crônica é diagnosticada, geralmente os quadros não são reversíveis. A literatura científica diz que a lesão nos rins gera uma perda gradual das funções glomerulares —  responsáveis pela filtragem das substâncias —, tubulares  (que se referem às substâncias ácidas) e funções endócrinas (que controlam a produção hormonal e impactam negativamente na ocorrência de doenças como diabetes, por exemplo).

A seguir, separamos algumas situações que estão associadas à doença renal e suas principais causas. Confira!

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1.  Nefrite

A nefrite é uma doença caracterizada pela inflamação dos rins. No início, essa doença não é necessariamente crônica, no entanto, como os túbulos e tecidos renais são afetados, a nefrite pode levar o paciente ao desenvolvimento da insuficiência renal crônica.

Não existe uma causa específica que influencia o diagnóstico, mas há um conjunto de fatores que podem gerar a nefrite, como:

  • Infecções bacterianas;
  • Uso excessivo de medicamentos;
  • Doenças autoimunes;
  • Radiação e lesão renal, entre outras.

O paciente que vive com essa doença renal pode sentir dor nos rins e apresentar outros sintomas como redução na quantidade de urina e alterações significativas na hora de urinar, como a presença de sangue, inchaço nas pernas e na região dos olhos, hiperidrose e elevação da pressão arterial.

Vale ressaltar que nem todos os pacientes desenvolvem a doença da mesma forma. Crianças e adultos podem sofrer com nefrite e o tratamento da doença pode variar conforme o nível da infecção.

Em caso de qualquer suspeita, é importante realizar o exame de creatinina que revela as condições de saúde renal do paciente e ajuda o médico (a) nefrologista a identificar a doença.

2.  Insuficiência renal crônica

A insuficiência renal crônica é uma das condições mais sérias que comprometem a saúde renal do paciente.

Essa doença se manifesta de duas maneiras: insuficiência renal aguda e insuficiência renal crônica. No primeiro caso, os pacientes renais são prejudicados nas funções básicas do organismo como equilíbrio de líquidos e substâncias como sódio, potássio, fósforo e cálcio. O tratamento consiste em sessões de diálise e hemodiálise.

Na insuficiência renal crônica, as funções renais são comprometidas progressivamente e de forma irreversível e nestes casos, além do tratamento convencional, o transplante renal é a principal recomendação já que os rins perdem 90% da capacidade de exercer as funções renais.

Além disso, pessoas com insuficiência renal costumam sentir menos energia, mais inchaço, alterações no apetite, pele seca, alterações na rotina urinária e dificuldades para dormir.

O diagnóstico da doença é feito com exames de urina, sangue, imagem e, dependendo do caso, uma biópsia pode ser solicitada.

3.  Cisto renal

A presença dos cistos renais não é incomum. No entanto, um cisto renal pode ser preocupante e acender o alerta para uma doença renal crônica ou aguda quando as alterações no tamanho  e nas características do cisto geram perdas nas funções renais, dor, sangramento e infecções.

Ter um cisto renal não significa necessariamente que você tenha uma doença renal policística. Entretanto, é aconselhável buscar orientação médica para entender as causas do cisto. A doença renal policística tem origens genéticas. Na prática, os rins aumentam e o paciente pode apresentar dor abdominal, hipertensão e desenvolver insuficiência renal.

Para compreender as condições e características dos tumores, são realizados exames de imagem, ressonâncias magnéticas, tomografias computadorizadas e exames de sangue.

4.  Tumor renal

O tumor renal é uma doença que pode ter cura desde que seja diagnosticado precocemente.  Existem diversos tipos de câncer nos rins que são de origem maligna como linfomas e o tumor de Wilms que, geralmente, é comum em crianças e pode afetar os dois rins.

O tratamento dos tumores renais depende de fatores como tamanho e presença de metástases. No caso da retirada parcial ou total do rim, é necessário o acompanhamento com profissionais da oncologia e nefrologia.

Uma pessoa que chega a retirar o rim, precisa ter mais cuidados com a saúde renal como: boa hidratação, check-up periódico, hábitos saudáveis tanto na alimentação quanto no estilo de vida (evitar tabagismo e praticar exercícios físicos regulares é extremamente aconselhável).

É importante ressaltar que pacientes com câncer estão mais expostos ao desenvolvimento de doenças renais, bem como pressão alta e perda de líquidos e/ou distúrbios eletrolíticos.

5.  Infecção renal

Também conhecida como pielonefrite, a infecção renal é causada por bactérias como a Escherichia coli ou por fungos. Esse tipo de infecção pode afetar o trato urinário e se alastrar nos rins por meio da corrente sanguínea.  Geralmente os médicos recomendam antibióticos para tratar a enfermidade.

Quando a infecção renal é associada à doença crônica renal, há maior risco de internação dos pacientes com complicações variadas.

Outras causas da doença renal crônica

O uso exagerado de remédios pode prejudicar a saúde renal gravemente. A intoxicação por medicamentos de forma acidental ou intencional altera as funções renais de forma que os pacientes precisam de hemodiálise e diálise. Anticonvulsivantes e antidepressivos são medicamentos que podem causar insuficiência renal quando consumidos de maneira que o organismo passa por intoxicação severa. O mesmo acontece com pesticidas, glifosato e bipiridílicos.

Afinal, como prevenir e tratar a doença renal crônica?

Manter hábitos saudáveis, ir ao médico regularmente, evitar o uso de cigarros, ter uma alimentação equilibrada e praticar atividades físicas são recomendações que valem para a saúde de forma geral. No caso da saúde renal, além de tudo isso, é preciso ter atenção aos fatores de risco que geram a doença renal crônica.

Diabéticos, hipertensos, pessoas com sobrepeso, pessoas com histórico de doença renal na família e fumantes estão entre os grupos mais suscetíveis à doença renal crônica.

Por isso, exames de rotina, creatinina, exames de sangue e imagem são sempre recomendados. Nos casos onde a doença é hereditária é importante realizar um acompanhamento mais próximo.

A doença renal crônica é irreversível e os pacientes em tratamento de hemodiálise e diálise precisam se submeter a um tratamento intenso, com uma equipe multidisciplinar. É justamente por isso que os pacientes renais crônicos precisam de um tratamento de qualidade, com dialisadores e equipamentos que sejam eficazes, funcionais e devidamente certificados.

Leia também:  Modelos e vantagens dos dialisadores Allmed 

Um tratamento adequado, humanizado e sério prolonga a vida do paciente, proporcionando também  mais qualidade de vida. Com os avanços da medicina, sessões de hemodiálise e diálise deixaram de ser uma sentença, mas representam esperança na vida dos pacientes renais que vivem com uma doença renal crônica e podem ter uma rotina mais saudável e equilibrada dessa forma.

Allmed: compromisso com saúde renal

Especializada na distribuição de dialisadores, capilares, linhas de sangue, linhas venosas e outros produtos médicos hospitalares, a Allmed é referência no cuidado de pacientes renais adultos e pediátricos.

Inovação, compromisso com conforto e qualidade de vida fazem parte do DNA da Allmed Group referência em mais de 40 países e atua em todo o território nacional, atendendo clínicas, hospitais e entidades de saúde cuja missão é salvar vidas diariamente.

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