Hemodiálise: saiba como funciona o tratamento!

Hemodiálise: saiba como funciona o tratamento!

Neste artigo, vamos discorrer sobre o que é hemodiálise, como funciona o tratamento  e qual é a importância do dialisador para sucesso do processo.

A doença renal crônica (DRC) é um desafio para a saúde pública mundial. Inicialmente, essa condição se manifesta de forma silenciosa, mas a progressão do quadro pode ser rápida e perda das funções renais, irreversível.

Conforme a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), estima-se que mais de 10 milhões de brasileiros vivem com a doença renal crônica e 90 mil realizam o tratamento de diálise.

Neste contexto, falar sobre o acesso a tratamentos e equipamentos que possibilitam maior qualidade de vida ao paciente renal é fundamental para retardar a evolução da doença e reduzir os impactos que a doença pode causar como cansaço, indisposição, falta de apetite, mal-estar, entre outros.

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O que é hemodiálise?

Os rins são órgãos vitais para a saúde humana. Sem o pleno funcionamento deles, muitas funções do corpo ficam comprometidas como: limpeza de toxinas e impurezas, equilíbrio de substâncias minerais, controle da pressão arterial, produção de vitamina D, entre outras.

A hemodiálise consiste no tratamento dos rins doentes com uma máquina que fica responsável por filtrar e limpar o sangue do paciente. A máquina de hemodiálise é constituída por um produto muito importante: o dialisador. Na prática, o dialisador exerce o papel de um rim artificial que garante a filtragem e purificação do sangue do paciente.

Confira como o procedimento é realizado:

  1. O profissional de saúde através de uma agulha especial para a punção de uma fístula, faz a retirada do sangue pouco  a pouco.
  2. O sangue é removido do corpo e passa a ser bombeado para dentro do dialisador;
  3. Por meio do dialisador, o sangue circula entre membranas semipermeáveis que permitem a filtragem e a purificação do sangue;
  4. Com o sangue é devolvido ao corpo do paciente através de um acesso venoso específico

É importante destacar para os pacientes que não possuem a fístula, o uso do cateter como uma opção temporária, pois o uso contínuo pode levar a surgir problemas de obstrução e infecção.

Neste caso, a equipe médica realiza uma cirurgia (geralmente no braço ou na perna) para ter o acesso de uma fístula arteriovenosa (FAV). A FAV une uma artéria a uma veia do corpo. Isso faz com que a veia fique mais dilatada e, consequentemente, a circulação do fluxo sanguíneo é mais rápida. A veia também se torna mais resistente após a cirurgia e a realização das sessões da hemodiálise tornam-se mais seguras com um acesso vascular permanente.

Geralmente, uma sessão de hemodiálise tem duração variável entre 4 e 6 horas e as sessões são realizadas sempre em clínicas e hospitais.

Quem deve fazer hemodiálise?

A recomendação do tratamento de hemodiálise deve ser feita por um nefrologista — médico especializado em doenças renais.

Antes de considerar essa intervenção, o médico avalia a resposta do paciente ao tratamento medicamentoso para controle dos sintomas. Quando é constatado um quadro de insuficiência renal aguda ou crônica grave e que os remédios não são suficientes, é recomendada a hemodiálise para que a função dos rins prejudicados seja substituída.

Em casos mais complexos de insuficiência renal, a hemodiálise é um tratamento que deve ser realizado de forma contínua durante a vida, a menos que a pessoa doente passe por um transplante renal.

Há situações excepcionais nas quais uma pessoa pode perder temporariamente a função renal. São elas: intoxicação por uso de drogas, complicações cardíacas e infecções. Neste cenário, a hemodiálise pode ser recomendada pelo médico até que haja a estabilização do quadro de saúde da pessoa.

Qualidade da hemodiálise: a importância do dialisador

Para uma pessoa que faz 3 sessões de hemodiálise, que podem durar até 6 horas cada espera, é fundamental ter uma qualidade de vida na sua rotina diária e reduzir suas preocupações. Por isso, a qualidade dos produtos, processos e profissionais envolvidos nas sessões de hemodiálise faz toda a diferença.

Como já mencionado antes, o dialisador é essencial para que os rins possam desempenhar o seu papel. Por isso, a escolha desse produto deve ser cautelosa para que o dialisador seja eficiente, compatível com as necessidades do tratamento e tenha fabricação segura e certificada pelos órgãos sanitários vigentes como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

São critérios para avaliar a qualidade do dialisador: capacidade de limpeza do sangue sem gerar efeitos adversos no paciente, eficiência na filtragem de toxinas, qualidade dos componentes do equipamento em relação à otimização de processos e prevenção de formação de bactérias.

Além desses critérios, é extremamente importante ter alguns cuidados no manuseio do dialisador para garantir um processo seguro para o paciente. Abaixo, destacamos algumas recomendações da RDC nº 11 publicada pelo Ministério da Saúde que interferem no desempenho do dialisador.

Fabricação certificada

Um dialisador de qualidade deve ter certificação reconhecida e regularizada perante a Anvisa. A qualidade dos componentes do dialisador impacta na qualidade do processo de filtragem de sangue e resíduos e, consequentemente, no sucesso do tratamento.

Limite de uso dos dialisadores

O uso do dialisador no mesmo paciente é permitido no máximo 20 vezes após o reprocessamento automático. O reprocessamento é um procedimento rigoroso cuja finalidade é esterilizar o equipamento para ser utilizado novamente.

Além da limpeza do dialisador, a fase do reprocessamento é importante para verificar a integridade e o volume interno das fibras usadas para circulação do sangue, além das condições de armazenamento. Esse procedimento é essencial para reduzir os riscos à saúde do paciente tais como infecções e assegurar que o dialisador está em boas condições de uso para a próxima sessão de hemodiálise.

Não podem ser reutilizados os dialisadores que:
. Não tenham fibras com membrana compatível;
. Tenham sido usados no tratamento de pacientes com doenças como hepatite B, hepatite C e HIV;
. Tenham uma redução de 20% nas fibras usadas inicialmente.

Qualidade da água

O controle da qualidade da água usada para preparação das soluções e desinfecção do dialisador deve seguir os padrões da RDC n.º11 da Anvisa. É importante que a água seja monitorada diariamente por um profissional técnico habilitado e que as amostras coletadas sejam documentadas e analisadas.

Esse controle é essencial para a saúde dos pacientes já que a contaminação da água pode gerar diversas doenças por conta da proliferação de bactérias e micro-organismos patogênicos.

Desgaste dos componentes do dialisador

O desgaste dos componentes do dialisador é um fator que deve ser frequentemente observado para evitar o funcionamento inadequado da máquina de hemodiálise.

Verificação do dialisador reprocessado

A verificação constante das condições do dialisador reprocessado é indispensável para garantir o melhor aproveitamento das sessões de hemodiálise. A checagem compreende a identificação do rótulo do equipamento, bem como a integridade da estrutura e a conferência dos registros do processo de limpeza e esterilização do produto.

Rigor no processo de limpeza e esterilização do dialisador

Após as sessões de hemodiálise, é importante seguir os protocolos de limpeza e esterilização dos órgãos sanitários para garantir que o dialisador continue funcionando da forma correta e que não haja complicações para o paciente.

São pontos que devem ser considerados:

  • No caso de esterilização química, o dialisador deve passar pelo processo de enxágue para evitar quaisquer vestígios de soluções químicas;
  • Diariamente, antes da realização de uma sessão de hemodiálise, é importante que um profissional monitore os parâmetros da concentração de pH para assegurar que a esterilização está adequada;
  • É importante realizar testes microbiológicos para identificar a presença de resíduos e produtos de limpeza antes do contato da máquina com o paciente;
  • O dialisador deve ser armazenado em um recipiente limpo, com tampa e desinfetado. É fundamental que o recipiente tenha a identificação do paciente.

Conheça os dialisadores para hemodiálise da Allmed Pronefro Brasil!

A relação entre a qualidade do dialisador e o sucesso no tratamento de hemodiálise é inegável. Não é à toa que há uma série de recomendações sobre o uso e manuseio deste dispositivo.

 

Allmed Pronefro Brasil preza pela saúde e pelo bem-estar pleno dos pacientes em tratamento com hemodiálise, portanto, tem como compromisso fabricar produtos que proporcionam segurança, conforto e efetividade terapêutica na hora do tratamento.

 

Sua  linha de dialisadores fabricados pela Allmed Group é pautada em alta qualidade e inovação. Os dialisadores são projetados com tecnologia de micro-ondulação que garantem a utilização total da fibra e a prevenção de “zonas mortas” para eliminar o contato entre o sangue do paciente e o líquido dialisante.

 

Os dialisadores da Allmed Group também se destacam pela alta capacidade de retenção de endotoxinas (ET) —reduzindo significativamente as chances de infecção do paciente e garante uma experiência mais segura no tratamento.

 

Além disso, os modelos da Allmed são projetados para filtrar altas quantidades de líquido, resíduos e toxinas em um período consideravelmente curto e, consequentemente, isso proporciona melhor aproveitamento para o organismo do paciente. Os dialisadores são fabricados com tecnologia de fibra micro-ondulação e esterilização a vapor intra line e extra line.

 

Leia também: Tipos e vantagens dos dialisadores Allmed Pronefro no Brasil

 

Quer saber mais sobre as vantagens dos dialisadores ofertados pela Allmed Pronefro? Entre em contato com nossa equipe!

Obrigado pela visita e até o próximo post.

 

 

 

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