Osmose reversa: por que a qualidade da água é essencial para o sucesso da hemodiálise?
A osmose reversa e sua importância para a qualidade da água na hemodiálise demonstra um fator benéfico e eficaz quando o assunto é filtragem. Portanto, investir em processos como a osmose reversa é fundamental para evitar qualquer tipo de contaminação na água utilizada durante as sessões de hemodiálise.
A osmose reversa (OR) é um processo utilizado para manutenção e limpeza de águas. Segundo órgãos como a Organização Mundial da Saúde (OMS). De acordo com o Ministério da Saúde (MS), este “método é comumente usado para obter água com padrão adequado para hemodiálise”, com comprovação eficaz na retenção de toxinas, microrganismos e agentes patogênicos que podem afetar a qualidade de água na hemodiálise.
Como já citamos em outros conteúdos do blog, o rigor de qualidade no processo de hemodiálise é fundamental para a segurança do paciente renal. Portanto, a osmose reversa é fundamental para evitar qualquer tipo de contaminação na água utilizada durante as sessões de hemodiálise.
Nas próximas linhas, você entenderá a importância da água e o que é osmose reversa no tratamento de água para a hemodiálise.
Atualizado em julho de 2026
Qual a importância da água no tratamento da hemodiálise?
Na prática da hemodiálise, a água assume um papel indispensável, atuando como meio de garantia vital para a sustentação da vida. Essencialmente, ela se torna o veículo primordial no processo de filtração sanguínea em pacientes com disfunção renal. Contudo, é imprescindível que a água seja submetida a um tratamento adequado, pois a sua qualidade influência diretamente na prevenção da transferência de uma gama variada de contaminantes químicos, bacteriológicos e tóxicos para os pacientes. A negligência no tratamento adequado da água pode culminar na manifestação de efeitos adversos, frequentemente fatais, nos pacientes submetidos ao procedimento de hemodiálise.
Para dimensionar essa importância: em uma única sessão de quatro horas, o paciente é exposto a um volume de água entre 120 e 200 litros, podendo ultrapassar 450 litros por semana. Como esse fluido tem contato quase direto com o sangue através da membrana do dialisador, qualquer contaminante presente na água é transferido ao organismo em uma escala muito maior do que ocorreria pela ingestão de água comum.
O que é osmose reversa?
De acordo com Da Silva et al. (2013), a osmose reversa se caracteriza como o “processo de separação da água dos sais minerais”. Além disso, “a osmose reversa se constitui de duas soluções: uma com concentração maior de sais em relação à outra concentração diferentemente da osmose natural. Assim, a solução mais concentrada tende a ir para a solução menos concentrada”.
Na prática, este procedimento é eficaz no tratamento da qualidade da água para hemodiálise porque é capaz de remover até 99% dos componentes orgânicos e sais dissolvidos na água. Consequentemente, a osmose reversa é benéfica para a filtragem da qualidade de água.
Ainda segundo o Ministério da Saúde, após o processo de osmose reversa, há uma separação do tratamento de água em recipientes. De um lado, fica a água com sujidades da membrana e do outro a água tratada para hemodiálise.
Atualmente, a configuração de duplo passo é considerada o padrão mais seguro do mercado e passou a ter definição oficial na RDC nº 919/2024: trata-se do sistema no qual a água tratada passa obrigatoriamente por duas membranas de osmose em sequência, sendo o permeado do primeiro estágio direcionado como alimentação do segundo. Essa configuração adiciona uma camada extra de proteção contra falhas de membrana antes que a água chegue à distribuição.
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A osmose reversa e sua importância no processo para a qualidade da água na hemodiálise
A qualidade da água deve ser avaliada com rigor não só para evitar problemas de contaminação e/ou reações pirogênicas em pacientes durante a hemodiálise como também porque influenciam no desempenho do dialisador.
A garantia da qualidade da água é regida principalmente pela RDC nº 11, de 13 de março de 2014, que estabelece os requisitos de boas práticas para o funcionamento dos serviços de diálise, incluindo os limites clínicos diários de qualidade da água. Segundo essa norma, a garantia da qualidade de água deve ser feita a partir de análises microbiológicas e físico-químicas periódicas, coletadas em pontos específicos do sistema — incluindo o ponto contíguo a cada máquina de hemodiálise e cada ramal de distribuição.
A legislação brasileira destaca que quando houver interpretação duvidosa nas análises que determinam a quantidade de coliformes totais e Escherichia coli, a água deve ser coletada novamente.
Destaca-se ainda que é muito importante que o profissional responsável pelo processo de análise da qualidade de água tenha capacidade técnica para executar esta tarefa. E, no caso de identificação da irregularidade de água para o consumo ou de emergências, este profissional se comprometa a notificar à autoridade de saúde pública e vigilância sanitária.
RDC nº 919/2024: o que mudou na engenharia do sistema de tratamento de água
Em setembro de 2024, a ANVISA publicou a RDC nº 919, que revogou a antiga RDC nº 33/2008 e passou a regular o planejamento, a programação, a elaboração, a avaliação e a aprovação dos projetos físicos dos sistemas de tratamento e distribuição de água para hemodiálise. Diferente da RDC 11/2014 — que trata dos limites clínicos e das boas práticas de funcionamento —, a RDC 919/2024 trata da engenharia estrutural do sistema, funcionando de forma complementar à RDC 11/2014 e à RDC nº 50/2002 (normas de arquitetura para estabelecimentos de saúde).
A norma organiza o Sistema de Tratamento e Distribuição de Água para Hemodiálise (STDAH) em três subsistemas:
- Subsistema de Abastecimento de Água Potável (SAAP) — da captação (rede pública, poço ou carro-pipa) até a entrada do tratamento;
- Subsistema de Tratamento de Água para Hemodiálise (STAH) — onde ocorrem o abrandamento, o carvão ativado e a osmose reversa;
- Subsistema de Distribuição de Água Tratada para Hemodiálise (SDATH) — a alça de distribuição até os postos de utilização (máquinas de hemodiálise e salas de reúso).
Entre os critérios de projeto exigidos pela norma, estão:
- Manutenção da água tratada obrigatoriamente em circuito fechado (“looping”), com circulação forçada 24 horas por dia, sem derivações — o que evita a estagnação do fluido e a formação de biofilmes bacterianos;
- Uso de tubos, conexões e acessórios fabricados com material inerte, que não contamine nem libere partículas;
- Reservatório de água de abastecimento com autonomia mínima de 2 dias e no mínimo dois compartimentos, permitindo limpeza e manutenção sem interromper o funcionamento;
- Assinatura das peças gráficas e memoriais do projeto por profissional registrado no Conselho Regional de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (CREA), com a respectiva Anotação de Responsabilidade Técnica (ART).
Essas exigências se aplicam a construções novas, ampliações e reformas de serviços de diálise em todo o território nacional, tanto na rede pública quanto na privada.
A qualidade da água e o dialisador de Alta Performance: qual a relação com a osmose reversa e a hemodiálise?
A qualidade da água é essencial no processo de hemodiálise não só pelo resultado, mas por todo o processo em si, já que a água precisa ser usada desde o preparo da solução de diálise até a realização da sessão de terapia renal em si.
Além disso, o desempenho adequado e a qualidade da terapia renal dependem muito da qualidade da água utilizada neste processo. Segundo a enfermeira especializada em hemodiálise, Fernanda Pirotta, o uso e a purificação da água por osmose reversa está totalmente relacionado à escolha dos dialisadores e o desempenho das membranas que compõem os capilares.
Na prática, as impurezas presentes na água prejudicam a hemodiálise pelos seguintes motivos:
- As toxinas e substâncias indesejadas não desaparecem quando a água não é tratada e podem obstruir os capilares.
- As membranas dos dialisadores ficam mais expostas a possíveis danos causados por problemas com a água;
- A vida útil e a eficiência dos dialisadores é comprometida.
Por esses e outros motivos, todo cuidado na hora do preparo e do acompanhamento da sessão de hemodiálise é pouco. Uma alternativa que ajuda na prevenção dos problemas relacionados à contaminação da água é a escolha dos Dialisadores de Alta Performance da Allmed.
Ideal para uso intrahospitalar, especialmente em UTI, com sistemas de osmose reversa portátil que garantem elevado controle microbiológico — um fator crítico para o sucesso da diálise à beira de leito.
Conforme a literatura científica, capilares deste modelo apresentam menores taxas de fluxo sanguíneo durante uma sessão de hemodiálise — o que permite contato mais prolongado entre o sangue do paciente e a solução de diálise.
As consequências da redução no fluxo sanguíneo vão desde maior eficiência na remoção de toxinas e impurezas, uma vez que o tempo de contato é prolongado, até melhor capacidade de depuração da água e remoção de impurezas, endotoxinas e microrganismos potencialmente negativos.
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O que deve ser monitorado além da água por osmose reversa?
O monitoramento da qualidade de água para hemodiálise envolve muito mais do que a análise microbiológica da água. Com o passar do tempo, é natural que os componentes da máquina de hemodiálise sofram desgastes e tudo isso pode impactar na vida útil do dialisador. Consequentemente, afetar a filtragem de líquidos e toxinas do organismo do paciente renal.
Por isso, além da qualidade de água tratada por osmose reversa, devem ser monitorados itens como:
- Entrada do sistema;
- Saída do abrandador;
- Saída Carvão Ativado;
- Saída da Osmose;
- Reusos;
- Reservatórios de água tratada.
É importante destacar que além do tratamento de água em si, é importante fazer o pré-tratamento da água no sistema via osmose. Isso inclui medidas como: verificação diária de vazamentos, retro lavagem diária de filtros de areia e carvão, regeneração periódica, abrandadores, desinfecção semestral e troca de carvão a cada 12 meses, ou antes, em caso de saturamento.
A limpeza dos reservatórios de água potável e o controle bacteriológico dos reservatórios também deve ser feito mensalmente, além do processo de desinfecção do reservatório e da rede que opera a distribuição da água utilizada para as sessões de hemodiálise e/ou diálise.
Etapas importantes da osmose reversa no tratamento de água para hemodiálise
Se você chegou até aqui, deve ter percebido o quão importante é o tratamento adequado de água para hemodiálise, certo? A seguir, explicaremos algumas etapas importantes nesta missão.
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Tratamento de água e teste de cloro
O cloro é considerado uma das “características dinâmicas” da água e assim como outras substâncias, deve ser monitorado com cautela, afinal, pode afetar a qualidade da água tratada para hemodiálise.
A RDC nº 11/2014 estabelece que o cloro residual livre deve ser inferior a 0,2 mg/L quando a água vem de rede pública, e inferior a 0,5 mg/L quando a origem é uma fonte alternativa, como poço. A medição deve ser feita diariamente na entrada do sistema, antes da etapa de osmose reversa, já que o cloro é tóxico ao paciente e oxida as membranas de poliamida.
Logo, realizar testes químicos para mensurar a quantidade de cloro na água é altamente recomendado para evitar qualquer problema.
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Teste para avaliação dureza da água
Considerando que, para o processo de hemodiálise, a água deve ser tratada corretamente, o teste de dureza da água é recomendado para atestar essa qualidade. Segundo literatura científica, existem dois tipos de dureza: a total e a temporária.
No primeiro caso, a dureza tem relação direta com a concentração de íons presentes na água. No segundo, a dureza temporária refere-se aos carbonatos como cálcio (Ca) e magnésio (Mg), após a fervura da água.
É aconselhado fazer testes diários para avaliação da dureza da água. O parâmetro crítico de dureza para entrada da membrana deve ser inferior a 40mg/l. Recomenda-se ainda que os testes de dureza sejam realizados antes e depois do uso do abrandador.
Na prática, o abrandador é um produto cuja finalidade é proteger a membrana da osmose reversa, ao mesmo tempo, em que remove cálcio e magnésio da membrana e aumenta sua vida útil.
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Teste condutividade pré e pós-membrana de osmose
Os testes de condutividade da água são importantes para o processo de osmose reversa, pois determinam a capacidade da água conduzir íons. Conforme a RDC nº 11/2014, a condutividade da água tratada deve ser monitorada continuamente e mantida em, no máximo, 10 μS/cm, com instrumento de medição que possua compensação de temperatura e alarme visual e sonoro para desvios.
Estes testes forçam a segurança da membrana e, ao mesmo tempo, evitam seu rompimento, o que é crucial para garantir a segurança do paciente e evitar a contaminação da água usada para o tratamento de hemodiálise.

Problemas decorrentes da falta de qualidade da água para hemodiálise
A ausência de qualidade da água na hemodiálise pode causar muitos problemas de saúde para os pacientes renais. Estes problemas podem ser potencializados no organismo de pessoas que sofrem com doenças renais, pois acentuam a perda das funções dos rins, fazendo um efeito reverso ao proposto pelo tratamento de hemodiálise a partir do dialisador. Entre eles, citamos:
1. Reação pirogênica
A reação pirogênica é uma das consequências que podem surgir por conta da água contaminada no processo de hemodiálise em contato com a corrente sanguínea do paciente renal.
De acordo com Andrade et.al (2009), tal reação é caracterizada, na prática, por sintomas como:calafrios, febre, cefaleia, calafrios, tremores, hipotensão, dispneia, redução de saturação de oxigênio, entre outros.
2. Efeitos adversos e letais
Além de microorganismos patogênicos, a falta de tratamento adequado na água usada para hemodiálise potencializam o contato do organismo do paciente com outras substâncias tóxicas e bactérias. Neste caso, o paciente renal fica exposto a efeitos adversos como vômitos e sintomas de intoxicação (ou até mesmo letais em alguns casos) devido ao contato com essas substâncias via corrente sanguínea.
3. Desenvolvimento de doenças a longo prazo
Conforme a literatura científica sobre o tema, o contato do paciente renal com contaminantes químicos é um fator que pode impulsionar a ocorrência de algumas doenças como pressão alta, distúrbios neurológicos, anemias e osteopatias, por exemplo.
4. Anemia hemolítica
Segundo pesquisadores sobre tratamento de qualidade da água para hemodiálise, a presença de determinadas substâncias na água (como o zinco, por exemplo) pode estar associada ao desenvolvimento da chamada anemia hemolítica em pacientes renais.
Esta doença destrói glóbulos vermelhos do organismos e afetam a imunidade do paciente renal.
5. Desordens neuromusculares
Quando a água para hemodiálise entra em contato com o chumbo, pacientes renais podem sofrer com desordens neuromusculares e encefalopatia. Nos casos mais graves, isso leva ao óbito.
Allmed Pronefro: compromisso com a qualidade na terapia renal
Como distribuidora oficial da Allmed Group — referência global em dispositivos médicos para hemodiálise —, a Allmed Pronefro une tradição e inovação tecnológica. Presente em mais de 40 países, a companhia desenvolve soluções para terapia renal substitutiva com foco em qualidade, segurança e inovação, contribuindo para que clínicas, hospitais e profissionais de nefrologia ofereçam tratamentos cada vez mais eficientes e seguros aos pacientes.
Nosso compromisso é entregar ao mercado brasileiro soluções que elevam a segurança e a eficiência clínica. O portfólio completo para hemodiálise e hemodiafiltração inclui desde dialisadores com membranas biocompatíveis de alta performance até filtros avançados para tratamento de água, todos seguindo os mais rigorosos padrões internacionais de qualidade. A Allmed investe continuamente em tecnologia, pesquisa e desenvolvimento para apoiar a evolução da terapia renal e promover mais qualidade de vida para milhares de pessoas.
Nossa missão é apoiar clínicas, hospitais e profissionais de saúde na entrega de um tratamento seguro, eficiente e totalmente centrado no paciente.
Quer conhecer nossas soluções e tecnologias aplicadas à terapia renal? Entre em contato com a equipe da Allmed e continue acompanhando os conteúdos do blog da Allmed Pronefro Brasil e nossas redes sociais.
Allmed — Excelência europeia, presente no Brasil.
Perguntas frequentes (FAQs)
1. O que é osmose reversa na hemodiálise?
É o processo que separa a água dos sais minerais e demais impurezas, produzindo água de alta pureza para uso seguro na hemodiálise, removendo até 99% dos contaminantes dissolvidos.
2. Qual a diferença entre a RDC 11/2014 e a RDC 919/2024?
A RDC 11/2014 estabelece os limites clínicos e as boas práticas de funcionamento dos serviços de diálise. Já a RDC 919/2024, que substituiu a RDC 33/2008, trata dos requisitos de projeto e engenharia física dos sistemas de tratamento e distribuição de água — as duas normas se aplicam de forma complementar.
3. O que é o sistema de osmose reversa de duplo passo?
É a configuração em que a água tratada passa obrigatoriamente por duas membranas de osmose em sequência, definida oficialmente pela RDC 919/2024, oferecendo uma camada extra de segurança contra falhas de membrana.
4. Com que frequência a água tratada por osmose reversa deve ser testada?
Parâmetros como cloro e dureza devem ser testados diariamente, a condutividade deve ser monitorada continuamente, e a análise microbiológica completa (coliformes, bactérias heterotróficas e endotoxinas) deve ser mensal, conforme a RDC nº 11/2014.
5. Quais os riscos de usar água fora do padrão na hemodiálise?
Os riscos vão desde reações pirogênicas (febre, calafrios, hipotensão) até efeitos adversos graves, doenças a longo prazo, anemia hemolítica e desordens neuromusculares, podendo ser fatais em casos extremos.



